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Portugal é um dos dez países com os corredores mais rápidos do mundo

O nosso País surge na primeira e terceira posições num estudo que analisou dados de 193 nações.

O estatístico dinamarquês Jens Jakob Andersen, com a ajuda da investigadora em Matemática Ivanka Kikolova, analisou globalmente 107,9 milhões de participações em corridas de mais de 70 mil eventos, de 1986 a 2018. Este “é, de longe, o maior resultado em corridas na história”, refere Andersen numa nota enviada à “4Men”. As conclusões revelaram que, em corridas de dez quilómetros, Portugal tem as atletas mais rápidas do mundo e os homens portugueses surgem como os terceiros corredores mais rápidos.

A investigação “The State of Running 2019” – publicada na “RunRepeat” a 8 de julho, plataforma criada pelo líder do estudo – incluiu os 193 Estados-membros das Nações Unidas e foi realizado com a colaboração da International Association of Athletics Federations. O próprio Andersen é um grande adepto da corrida e está entre os 0,2% de corredores mais rápidos. O seu trabalho é regularmente publicado no “The New York Times”, no “Washington Post” ou na “BBC”, além de revistas científicas.

As principais conclusões revelam que, “pela primeira vez, há mais mulheres a correr do que homens – e só em 2018, registaram-se 50,24 atletas femininas –; os atletas nunca foram tão lentos, especialmente no caso dos homens”, escreve. Em 1986, o tempo médio de corrida numa maratona era de 3:52:35 e atualmente é de 4:32:49 – o que salienta um abrandamento de 40 minutos e 14 segundos.

Portugueses e portuguesas

Após a Suíça, que lidera o ranking dos dez países com os atletas mais rápidos, de ambos os sexos, em provas de dez quilómetros – com um tempo médio de chegada de 52 minutos e 42 segundos –, vem o Luxemburgo no segundo lugar – com 53 minutos e seis segundos. Portugal vem logo a seguir na corrida, ficando no terceiro lugar com 53 minutos e 43 segundos.

Já na listagem que classifica as atletas do sexo feminino, as portuguesas estão no topo da tabela, com uma média de 55 minutos e 40 segundos. São mais rápidas, em corridas de dez quilómetros, do que os homens do Vietnam, Nigéria, Tailândia, Bulgária, Grécia, Hungria, Bélgica, Áustria e Sérvia.

Já na classificação de corredores masculinos, na mesma categoria, o nosso País surge em quarto lugar, com uma média de 50 minutos – logo após a Suíça, que continua no primeiro lugar, o Luxemburgo e a Noruega.

Os resultados também sublinham que no caso das maratonas, têm um tempo médio de 3h59 – com os homens a fazerem uma média de 3h55 e as mulheres de 4h22. já na meia maratona, os valores gerais registam uma média de 1h58, sendo que os homens têm tempos médios de 1h55 e as mulheres de 2h10.

Outra das conclusões mostra que é uma atividade que tem ganho cada vez mais adeptos. se a média de idade se situava entre os 35 anos em 1986, em 2018 já se registaram atletas com uma média de idade de 39 anos. Além disso, são cada vez mais os corredores que viajam para outros países para participar em corridas. Em 2016, foi o ano em que se registou o maior pico de inscrições. Os motivos da participação também têm mudado, desde ser uma experiência de desafio ou de conquista.

Os Estados Unidos são o país com o maior número de corredores de diferentes raças, mas, entre os que têm mais participantes, é o mais lento. O estudo ainda inclui de uma ferramenta de comparação para os corredores que quiserem saber em que ponto estão

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