Bem-estar

A forma como cozinhamos o arroz pode estar a deixar-nos doentes

Doenças cardíacas, diabetes e até cancro. A conclusão é de um estudo de Andy Meharg, professor da Universidade Queen's de Belfast, na Irlanda do Norte.

Como se não bastassem todos os cuidados que são necessários com a alimentação, agora nem no arroz podemos confiar. O método normal de cozedura do arroz, ou seja, uma porção de arroz com duas de água, deixando cozer até a água evaporar, pode estar a causar graves problemas de saúde. A culpa é dos vestígios de arsénico — uma substância tóxica que contamina o arroz durante a plantação, devido aos fertilizantes, às toxinas industriais que poluem o ar e até por causa da água da rega.

De acordo com o jornal inglês “The Independent“, os últimos estudos apontam o componente químico como um potencial responsável de doenças cardíacas, diabetes, cancro e até de problemas de desenvolvimento.

No entanto, Andy Meharg, professor da Universidade Queen’s de Belfast, na Irlanda do Norte, foi ao programa “Trust Me, I’m a Doctor” da BBC onde testou três formas diferentes de cozinhar arroz. O objetivo era perceber se existiam alterações nos níveis de arsénico.

No primeiro método, Meharg usou duas porções de água para uma de arroz, onde a água era vaporizada durante a cozedura — o método mais comum. O resultado foi a confirmação dos últimos estudos: a maior parte da substância mantinha-se.

Por outro lado, a segunda forma de cozer o arroz eliminou arsénico em quase 50 por cento: o professor da Irlanda do Norte usou cinco porções de água para uma de arroz. No último método, que é mais demorado, o arroz ficou a repousar em água durante a noite e verificou-se que 80 por cento da substância desapareceu.

Para salvaguardar a sua saúde, a partir de hoje, o melhor é optar por uma das duas últimas opções.

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