Bem-estar

Este é o treino ideal para se manter mais jovem

Estudo científico revela a rotina ideal para reduzir os efeitos de envelhecimento prematuro, especialmente a nível celular.

Ponto prévio: não se trata de um medicamento milagroso com um efeito Benjamin Button, mas segundo a ciência, este pode mesmo ser o treino perfeito para se manter nos 20 enquanto entra nos 30. O exercício físico e especialmente o cardio e outros treinos de resistência intervalados, podem ser mais eficaz para combater o envelhecimento, segundo um estudo publicado no final de novembro, no “European Heart Journal“.

Segundo a equipa de investigação da Universidade de Leipzig, na Alemanha, exercícios de resistência – como corrida, natação ou bicicleta – e o treino intervalado de alta intensidade (HIIT) – já lhe tínhamos explicado o que é que estes treinos fazem ao seu corpo – retardaram os sinais de envelhecimento a nível celular, quando comparados com a musculação e o levantamento de pesos.

Para o estudo, os cientistas dividiram 124 adultos, entre os 30 e 60 anos, em quatro grupos. Os participantes eram todos saudáveis, ​​mas inativos, e continuaram a sua rotina diária e sedentária. Os outros três grupos tiveram de realizar atividades físicas durante 45 minutos, três vezes por semana, durante 26 semanas.

O primeiro fez caminhadas ou corridas; o grupo de HIIT completou um plano de aquecimento, alternou quatro sessões de corrida rápida e mais lenta, com relaxamento no final; o terceiro conjunto exercitou-se em oito máquinas diferentes para completar um circuito de exercícios: trabalho de braços e ombros, pulldowns ou leg press.

A equipa alemã fez uma colheita de sangue antes e depois da experiência, para analisar os glóbulos brancos dos participantes. No final das 26 semanas, as pessoas que treinaram cardio e HIIT demonstraram ter rejuvenescido, especialmente, a nível celular.

Esses efeitos “são importantes para o envelhecimento celular, para a capacidade regenerativa e, portanto, para um envelhecimento saudável”, segundo Ulrich Laufs, o autor do estudo em comunicado à revista “Health“. As mudanças mais importantes foram nos telómeros – fileiras repetitivas de proteínas e que formam as extremidades dos cromossomos – aumentaram e a telomerase – uma enzima envolvida na manutenção desses tampões – aumentou.

Os telómeros encolhem naturalmente com o tempo e, à medida que o fazem, as células morrem em vez de continuarem a dividir-se. A morte celular é uma péssima notícia não apenas porque permite que se desenvolvam rugas e cabelos grisalhos, mas também porque aumenta o risco de problemas de saúde, como doenças cardíacas e o declínio cognitivo ou até mesmo a morte prematura.

Os investigadores acreditam que esses tipos de exercício afetam os níveis de óxido nítrico no sangue, ou seja, uma substância que aumenta o fluxo sanguíneo e reduz a pressão sanguínea. E o óxido nítrico é, por sua vez, sintetizado pelas células endoteliais, que têm uma importante função na regulação da estabilidade para o organismo poder realizar as funções adequadas para o equilíbrio do corpo – o que poderia explicar as mudanças celulares encontradas nos dois grupos de participantes mais ativos.

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