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Saiam da frente. Estes putos vão arrasar no Mundial

Ainda são uns miúdos, mas já têm muito talento e querem passar à frente dos craques mais velhos.

O Mundial de futebol de 2018 começou há pouco mais de uma semana e exceto o enorme Cristiano Ronaldo, as grandes estrelas parecem estar a ter problemas em mostrar todo o seu talento. Uma janela de oportunidade para os miúdos se chegarem à frente e mostrarem que podemos todos contar com eles.

Desde 2006 que a FIFA atribui um prémio ao Melhor Jogador Jovem de cada campeonato do mundo. O primeiro a vencê-lo foi Lukas Podolski, em 2006, ano em que esta atribuição foi polémica, até porque já havia um Cristiano Ronaldo pelos relvados. Em 2010 foi a vez de Thomas Muller e no Brasil Paul Pogba foi o eleito. Curiosamente, nenhum destes jogadores venceu a competição nos anos em que foram galardoados.

Só existe uma única regra para que um jogador esteja habilitado a vencer o prémio: não pode ter mais de 21 anos. Ao longo da história a FIFA considerou como revelações do torneio jovens abaixo desta idade e, por isso, a lógica manteve-se a partir do ano em que a Alemanha organizou pela última vez a competição. Pelé, por exemplo, tinha 17 anos na primeira conquista do Brasil, em 1958. Já Michael Owen, em 1998, não venceu o Mundial pela Inglaterra, mas foi distinguido.

Por cá, achamos que a regra dos 21 anos é um pouco limitadora. Fomos à procura dos miúdos mais talentosos e, convenhamos, alguns já ultrapassam o limite de idade – por pouco, mas o suficiente para serem ignorados pela FIFA. Há imenso potencial que está neste momento a jogar na Rússia e por isso fechámos os olhos ao cartão de cidadão como um segurança de uma discoteca, e elegemos os futuros craques que podem surpreender já nesta competição.

Gabriel Jesus

O jogador brasileiro chegou ao Manchester City em 2016/17, vindo do Palmeiras, e rapidamente conquistou a confiança de Pep Guardiola. Depois de um ano de adaptação, arrancou a toda força na caminhada dos “citizens” rumo ao título inglês: fez 17 golos em 42 jogos na temporada seguinte. Outro facto impressionante: o ponta de lança de 21 anos atirou, por várias vezes, o argentino Kun Aguero para o banco de suplentes.

Depois de ter vencido os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016, Tite colocou-o na equipa principal do Brasil, de onde nunca mais saiu. Não é tão forte fisicamente quando Firmino, mas é um excelente finalizador e cabeceador apesar dos 1,75 metros.

Não marcou contra a Suíça, mas ainda há um longo torneio pela frente. Este sim merece o título de Gabigol.

Kylian Mbappé

O avançado do Paris Saint-Germain dispensa apresentações. Chegou esta época à capital francesa vindo do Mónaco num negócio milionário de 180 milhões de euros. Ganhou o campeonato e foi uma das figuras da Ligue 1 com 21 golos em 44 jogos. Isto tudo com apenas 19 anos e numa equipa que tem Neymar e Edinson Cavani. Venceu o prémio Golden Boy em 2017.

Mbappé é rápido, forte no drible e raramente facilita em frente à baliza. Tudo isto terá contribuído para que Didier Deschamps o tenha chamado para o Mundial da Rússia. A confiança no talento do francês é tanta que ficou com a mítica camisola 10. Não é para todos. Marcou o primeiro golo no segundo jogo da seleção frente ao Peru e tornou-se no jogador mais jovem de sempre a marcar um golo pela França.

Rodrigo Bentancur

Tem apenas 20 anos, mas tem toda a confiança de Óscar Tabárez para brilhar no meio campo do Uruguai desde outubro de 2017. Depois de ter dado nas vistas no Boca Juniors, a Juventus antecipou-se ao Real Madrid e contratou o jovem em 2017. Fez 27 jogos pelos italianos.

Em Itália, Massimiliano Allegri também costuma usá-lo como extremo direito, mas é no centro onde mais rende, como tem demonstrado ao longo da fase de grupos. Rápido a ler o jogo e correto no posicionamento, pode ser um dos melhores centro campistas do torneio.

Breel Embolo

A Suíça joga como um dos seus famosos relógios: calma, organizada e consistente. Não nos esqueçamos de que esta foi a equipa que disputou a liderança do grupo de Portugal no apuramento para o Mundial e só a perdeu no último jogo. Breel Embolo tem 21 anos mas já tem experiência de grandes competições, depois de ter estado em quatro jogos no Euro 2016.

Deu nas vistas no Basileia, clube onde se formou, e mudou-se para o Schalke 04 em 2016 por 20 milhões de euros. Tem tido muitas lesões, mas o avançado é um desequilibrador que não é dispensável para Vladimir Petkovic. Esteve no banco contra o Brasil no primeiro jogo da fase de grupos do Mundial, mas rapidamente demonstrou alguns pormenores interessantes nos dez minutos em que esteve em campo.

Marcus Rashford

O avançado do Manchester United foi o jogador mais utilizado por José Mourinho na última temporada: fez 52 jogos e foi o segundo melhor marcador da equipa com 13 golos. Gareth Southgate não ignorou a boa temporada do jovem de 20 anos.

Começou no banco frente à Tunísia, mas foi com ele em campo que os ingleses conseguiram vencer por 2-1. Marcus Rashford é rápido e eficaz e pode mesmo ser uma das grandes revelações do Mundial.

Ismaila Sarr

Nasceu no Senegal, mas foi em França, ao serviço do Metz, que fez a sua formação. Depois de uma boa temporada de estreia em 2016/17 – fez cinco golos em 33 jogos –, o extremo transferiu-se para o Rennes, onde conseguiu igualar a marca da temporada anterior em menos jogos com cinco golos em 27 partidas.

O talento que tem nos pés, sobretudo no direito, faz com que seja uma aposta segura de Aliou Cissé, com 15 internacionalizações e três golos. A Polónia sofreu com a fúria africana, perdeu por 2-0, e o Senegal deve muito da sua exibição ao avançado de 20 anos. Sarr é o segundo jogador mais jovem da seleção.

Timo Werner

Werner fez duas excelente temporadas ao serviço do RB Leipzig, onde teve uma média de 20,5 golos por época, e Joachim Low viu nele o sucessor de Miroslav Klose. Foi a grande revelação e figura principal da Alemanha durante a Taça das Confederações com três golos em quatro jogos, e assume-se como forte candidato a melhor marcador da prova, ainda que o primeiro jogo contra o México tenha terminado com uma derrota.

Hirving Lozano

É um terror para qualquer defesa – e não apenas por ter Chucky como alcunha. O extremo do PSV Eindhoven foi um elemento decisivo na conquista do título para o clube holandês com 19 golos em 34 jogos.

É veloz, versátil e irreverente com os dois pés. A defesa da Alemanha não teve força para parar o mexicano de 22 anos, que joga pela seleção desde 2016 e que marcou o único golo da vitória história sobre os campeões do mundo. Foi o “golo mais importante” da sua vida. Resta esperar para ver o que mais poderá fazer.

Aleksandr Golovin

Antes do jogo inaugural, permaneciam muitas dúvidas quanto à capacidade da Rússia surpreender, mesmo jogando o Mundial em casa. Golovin é um dos craques que tem ajudado a demonstrar que os homens da casa estão convictos em passar uma boa imagem. Na última temporada, em 43 jogos marcou sete golos e o jovem de 22 anos ja tem mostrado todo o seu potencial no torneio. É um dos elementos mais criativos da equipa russa.

É ele quem distribui a maior parte do jogo no meio-campo do seu clube, o CSKA de Moscoco, e Cherchesov não abdica dele. Pudera: já leva duas assistências para golo no Mundial. E, convenhamos, um homem que tem golo no nome, tem tudo para ser craque.

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