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Eles são filhos das lendas do futebol, mas nem por isso são craques da bola

Carregar nas costas apelidos como Zidane, Kluivert, Weah e Hagi não é mesmo nada fácil.

Ser jogador de futebol não é fácil. Ter de fazê-lo com sucesso ao mesmo tempo que se carrega o nome de uma lenda na camisola é ainda mais complicado. Eles cresceram a ver os pais na televisão e, inevitavelmente, começaram a dar também uns toques na bola. Só que a genética é uma lotaria incerta e são raros os casos de filhos de craques que repetem os feitos dos pais.

Titmothy Weah é um dos mais recentes casos de sucesso. Aos 18 anos, o filho de George Weah acaba de se estrear na equipa principal do Paris Saint-Germain, mas se a tarefa de chegar ao nível do pai já era complicada à partida, ainda tem que lidar com o facto de ele ser também o presidente da Libéria. Um craque da bola e da política.

O filho mais velho de Zinedine Zidane, por exemplo, optou por usar o apelido da mãe para tentar fintar a pressão. Ainda assim, formou-se e cresceu no Real Madrid e fez a estreia precisamente na equipa principal com o pai como treinador.

Justin Kluivert, jogador do Ajax e filho de Patrick, é uma das jovens promessas do clube e não tem problemas em admitir que o seu objetivo número um é o de ser melhor do que o pai, lenda do Barcelona e da seleção holandesa.

A 4MEN foi à procura do paradeiro dos filhos das lendas. Só falta saber se também eles se vão tornar em craques.

Rivaldinho (o filho desse mesmo que está a pensar)

Com este nome, ninguém tem dúvidas de quem é o pai deste miúdo de 22 anos que joga no Levski de Sofia, na Bulgária. E poucos se podem gabar de terem jogado ao lado do pai, mas foi precisamente isso que aconteceu em 2015, quando Rivaldo e Rivaldinho jogaram lado a lado no Mogi Mirim. Nesse ano, num jogo contra o Macaé, os dois foram os heróis da partida: o filho marcou o primeiro, logo aos três minutos; e Rivaldo marcou de penálti aos 17′.

Poucos meses depois, o ponta de lança acabou por ser contratado pelo Boavista, mas a experiência foi curta. Fez apenas quatro jogos e acabou por regressar ao Brasil, antes de se mudar para o Dínamos de Bucareste, onde esteve uma época e meia.

Enzo Fernández (Zinedine Zidane)

Ao olhar para a ficha de jogo, ninguém adivinharia que um tal de Fernández é filho de um dos melhores jogadores de sempre – e tudo porque Enzo prefere esconder o apelido Zidane do nome. Não, ele não perdeu o juízo. O filho do craque preferiu adotar o apelido da mãe para fugir à pressão. Afinal, ninguém está à espera que ele se torne num dos melhores futebolistas do mundo como o pai.

Em 2014, antes de amigável entre a França e a Holanda, o selecionador francês foi questionado sobre a possibilidade de convocar Enzo para o encontro, já que este já tinha alinhado pela equipa de Sub-19 dos gauleses. A resposta não podia ter sido mais clara: “Deixem-no em paz, é tudo o que ele precisa. O seu nome é difícil de carregar. Ele é apenas um jogador com um nome muito conhecido. Nunca é fácil, menos ainda com o seu apelido. Ele não vai viver a mesma história que o pai e acho que o Zizou vai concordar comigo. O Zizou viveu a sua vida, teve a sua carreira. O Enzo vai construir a sua”.

Aos 22 anos, ele é o filho mais velho do treinador do Real Madrid e foi precisamente no clube que fez toda a sua formação no Real Madrid. Estreou-se pela equipa principal em 2016/17, num jogo para a Taça do Rei frente ao Cultural Leonesa, onde inclusivamente marcou um dos golos na vitória por 6-1.

 

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