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Jorge Jesus: “As marcações à zona fui eu que as lancei há 25 anos”

Em entrevista à UEFA, o treinador do Sporting diz também que foi ele quem adaptou os bloqueios do basquetebol ao futebol.

Não é por acaso que Jorge Jesus ganhou a alcunha de Mestre da Tática.

Jorge Jesus volta a atacar, desta vez em entrevista à magazine da UEFA, que entrevistou o treinador do Sporting na antevisão do jogo com o Viktoria Plzen, marcado para esta quinta-feira, 8 de março. Durante a conversa, o técnico confessou ser um inovador e chamou a si a invenção de muitas das estratégias que, hoje, “todas as equipas no mundo fazem”.

A primeira inovação, explica o próprio, foram os bloqueios, uma técnica que diz ter adaptado do basquetebol. Curiosamente, Jesus já tinha negado o uso desta tática, quando confrontado por Vítor Pereira, então treinador do FC Porto. Em 2012, depois de uma vitória encarnada para a Taça da Liga, o treinador dos dragões acusou os adversários de bloquearem os seus defesas na área.

Não trabalho bloqueios, isso é no basquetebol. Aliás, nem sei o que é isso no futebol. O que digo aos meus jogadores é que se são agarrados têm que arranjar forma de agarrarem também”, explicou na altura Jorge Jesus.

Seis anos depois, o discurso inverteu-se. “Muitos dos meus trabalhos, muitas das ideias da minha equipa, principalmente as que hoje se usam, como marcações à zona, as bolas paradas… Fui eu que as lancei há 25 anos. Bloqueios no futebol, fui eu que trouxe do basquetebol. Todas as equipas hoje no mundo o fazem. Sou um treinador que trouxe coisas diferentes ao futebol, para além de ser apaixonado e obcecado pela perfeição”, disse na entrevista à UEFA.

Esta não é a primeira vez que o treinador do Sporting alega ter sido o inventor de aspetos táticos do futebol. Em dezembro de 2017, depois de uma vitória frente ao Boavista, no estádio do Bessa, onde deixou um recado aos “atrasados mensais” que o criticaram pelas táticas escolhidas no encontro anterior com o Barcelona, Jesus frisou a importância das bolas paradas e do quinto momento do jogo – um conceito que, segundo o próprio, também inventou.

“É um momento de jogo como outro qualquer, como o contragolpe, o ataque posicional, a organização defensiva. A bola parada é mais um momento de jogo, por isso é que todos dizem que há cinco e eu digo que são seis, a bola parada é mais um. Aliás, quarto e o quinto é a bola parada, estava a enganar-me. O facto de termos bons batedores de bola e bons cabeceadores torna tudo mais fácil, com essa qualidade podemos ir à procura disso e assim somos a equipa com mais golos de bola parada, hoje fizemos mais dois”, referiu, na conferência de imprensa após o jogo.

O treinador falou ainda do trabalho que tem feito no Sporting, que colocou a disputar “o campeonato até ao último segundo” logo no primeiro ano: “Fizemos 86 pontos, o recorde de uma equipa em Portugal, mas o Benfica acabou com 88”

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