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É oficial: o Manchester City tem o plantel mais caro da história

Os ingleses ultrapassaram os milionários do Paris St. Germain e do Manchester United.

A época 2017-2018 está a correr bem para o Manchester City. São líderes da Premier League com mais 16 pontos do que o Manchester United, estão nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões onde vão encontrar o Basileia, estão na luta pela Taça de Inglaterra e vão jogar a final da Taça da Liga frente ao Arsenal. Para o conseguir, os citizens tiveram de quebrar todos os recordes, principalmente no que toca aos euros. Dinheiro não é problema, até porque o clube tem, atualmente, o plantel mais caro da história do futebol. O preço? 878 milhões de euros.

Segundo um relatório produzido pelo CIES Football Observatory, nenhuma equipa gastou tanto quanto a formação orientada por Pep Guardiola. Para o plantel desta temporada, o proprietário Sheikh Mansour teve de gastar quase 300 milhões de euros, de onde se destacam as aquisições de Aymeric Laporte (65 milhões, este no mercado de inverno), Ederson (40 milhões), Mendy (57 milhões), Kyle Walker (51 milhões), Danilo (30 milhões) e Bernardo Silva (50 milhões). No onze inicial do clube inglês costumam estar jogadores cujos passes foram igualmente elevados, caso de Kun Aguero, Leroy Sané, Ilkay Gundogan, Nicolas Otamendi, entre outros. Se somarmos os valores do atual plantel, verifica-se que a equipa custou cerca de 878 milhões de euros.

Por incrível que pareça, nem o Paris Saint-Germain, que gastou 222 milhões de euros em Neymar e 180 em Kylian Mbappe, consegue ultrapassar estes valores, numa equipa que conta com Di Maria, Edinson Cavani, Javier Pastore, Marquinhos ou Thiago Silva.

Os ingleses lideram o ranking de clubes mais gastadores, seguindo-se os franceses (805 milhões de euros) e o Manchester United (747 milhões de euros).

O estudo revelou ainda alguns dados curiosos. O Everton, atual nono classificado na Liga inglesa, tem um plantel mais caro (365 milhões) do que o campeão alemão Bayern de Munique (363 milhões). Os toffees foram particularmente ativos neste mercado de inverno, tendo contratado Theo Walcott (22,5) e Cenk Tosun (22). No início do ano já tinham gasto 50 milhões de euros em Gylfi Sigurdsson.

Ainda na Premier League, destaca-se o Crystal Palace (19.º), que ocupa um modesto 15.º lugar na tabela classificativa, mas que está duas posições acima do Nápoles (21.º), que é líder da Série A.

Esta disparidade acontece, sobretudo, devido aos direitos televisivos que a Premier League gera. A liga inglesa fez um acordo de 5,8 mil milhões de euros até 2019, com distribuição praticamente equitativa pelos clubes da competição. Depois, 25% são dados consoante a classificação e o resto tem a ver com as audiências. Estes valores são muito superiores aos praticados nos restantes campeonatos europeus.

 

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