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Adeus, Ronaldinho: os cinco melhores momentos da carreira do prodígio

Ninguém sabia alegrar um jogo aborrecido como R10.

Sabíamos que o dia chegaria eventualmente, mas ninguém estava preparado. Ronaldinho, o craque brasileiro é, oficialmente, um ex-futebolista. A confirmação surgiu por parte do irmão Roberto, que deixa ainda em aberto a possibilidade de se realizar um jogo de despedida do antigo internacional de 37 anos, mas só depois do Mundial da Rússia.

Ronaldinho era conhecido em todos os cantos do mundo, tanto pelo que fazia com a bola como fora de campo. Duas eleições de melhor do Mundo FIFA, em 2004 e 2005, uma Bola de Ouro (2005), um Mundial (2002), uma Copa América (1999), uma Liga dos Campeões (2006), duas Ligas espanholas (2005 e 2006), um campeonato italiano (2011) e muitas, muitas histórias que lhe deram a fama de boémio.

Na 4MEN verteram-se lágrimas e nada melhor do que celebrar a despedida do fenómeno em grande. Isto é, com vídeos, festejos e lembranças dos momentos mais épicos da carreira do prodigio. Em forma de homenagem, recordamos os cinco melhores momentos  de Ronaldinho, com um pequeno extra no final.

1. R10 apresenta-se ao mundo

Com 19 anos apenas Ronaldinho já sabia que estava destinado dominar o futebol mundial. A final do Campeonato Gaúcho de 1999 foi o palco perfeito para se mostrar. Na final frente ao Internacional marcou o primeiro golo e ajudou o clube a ser campeão. Pelo caminho, não perca o fabuloso chapéu a Dunga aos 4:40.

2 . O chapéu a Seaman

No ano do pentacampeonato para a seleção brasileira em 2002, num torneio em que o Brasil foi claramente superior a todos os seus adversários, Ronaldinho brilhou. E o momento mais alto foi mesmo no jogo contra Inglaterra, quando fez um chapéu a David Seaman do meio da rua. Perícia ou sorte? R10 sempre disse que era exatamente aquilo que queria fazer.

3. A estreia em Camp Nou com um golaço

Ronaldinho não era só um driblador nato com uma técnica vertiginosa. Na verdade, conta com alguns remates fortes de longe, como ficou provado no seu jogo de estreia pelo Barça em casa, com um tiro poderoso do meio da rua. Depois de uma arrancada espetacular, claro.

4. Os eternos rivais rendem-se à classe de Ronaldinho

Alguma vez Messi ou Ronaldo seriam aplaudidos de pé depois de um Clássico? O caso inusitado de Ronaldinho aconteceu a 19 de novembro de 2005. Recentemente eleito o Melhor do Mundo, o craque desfez a defesa do Real Madrid em pleno Santiago Bernabéu. Os madridistas reconheceram a superioridade com humildade e agradeceram ao brasileiro pelo espetáculo – mesmo que isso tenha significado a derrota do seu clube.

5 . O título da Copa Libertadores

Depois de sair de Barcelona – dizem as más línguas que a relação com Guardiola não era a melhor devido às noitadas do astro brasileiro – Ronaldinho vestiu a camisola do Milan e do Flamengo, mas nunca repetiu o sucesso de anos passados. Em 2013, quando muitos consideravam que sua carreira já estava na fase final, o craque foi anunciado no Atlético de Minas Gerais e foi fundamental na conquista da primeira Copa Libertadores da história da equipa mineira.

Bónus: a relação com Lionel Messi

Ronaldinho sempre jogou com um sorriso no rosto e o samba nos pés. A sua filosofia do Joga Bonito não tinha espaço para frustrações ou ressentimentos com outros jogadores que mostrassem o talento puro que o próprio R10 sempre procurou. E na altura de reconhecer o génio de Messi, não ficou por menos: aconselhou, deu-lhe a mão nos primeiros tempos e foi mesmo o jogador a fazer a assistência para o primeiro golo do argentino na equipa sénior do Barcelona. Quando saiu do clube catalão, deu permissão expressa para que Lionel herdasse o seu número 10. Messi nunca esqueceu Dinho. Nós também não.

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