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O mercado está louco e já há duas ligas que bateram recordes

A Premier League parece estar em crise, mas há um campeonato que parece querer bater todos os números.

Os 117 milhões que a Juventus pagou por Cristiano Ronaldo nesta pré-época deixava antever um mercado animado. Poucas previsões anteciparam, no entanto, os milhões que se viriam efetivamente a gastar. Duas ligas europeias já ultrapassaram recordes históricos, isto a quase um mês do fecho das inscrições. Em Inglaterra, cujo mercado encerra excecionalmente já esta quinta-feira, 9 de agosto, dificilmente se ultrapassarão os números de anos anteriores.

Depois de vários anos de uma crise que parecia não ter fim, os clubes italianos agarraram a retoma e parecem apostados em voltar aos papéis de destaque nas competições europeias. A solução encontrada foi o ataque ao mercado com muitos milhões.

A Juventus liderou a carga e não só raptou o melhor do mundo ao Real Madrid, como apostou Douglas Costa e o português João Cancelo por 40 milhões cada um, e ainda Leonardo Bonucci, resgatado ao AC Milan. Contas finais: uma fatura de 256 milhões. Atrás seguem a Roma com 110 milhões e o Nápoles com 84.

AC Milan e Inter também têm ajudado a acumular despesas e a empurrar a soma do mercado de verão acima dos mil milhões de euros, um valor apenas equiparável aos gastos da Premier League dos últimos anos.

Outra liga recordista é a espanhola. Com 683 milhões gastos no somatório de todos os clubes, bate o seu próprio recorde e prepara-se para ainda mais investimentos, pelo menos até ao fecho do mercado no final de agosto. Na liderança da tabela está o Barcelona que já gastou 125 milhões, divididos entre craques como Malcolm (41 milhões), Lenglet (35 milhões), Arthur (31 milhões) e Arturo Vidal (18 milhões).

O Atlético de Madrid já pagou 109 milhões, 70 dos quais gastos em Lemar, seguido do Real Madrid com uma despesa de 89.

O médio francês custou 70 milhões e é o segundo mais caro do ano

Contrariamente a épocas anteriores, a abastada Premier League parece estar em declínio. Do recorde de mais de 1.600 milhões de euros gastos em 2017, os clubes ingleses ficaram-se, para já, pelos 1.131 milhões, um valor que não deve subir muito mais até ao fecho do mercado na quinta-feira, 9 de agosto. Este encerramento antecipado é apontado por muitos especialistas como o factor decisivo para esta mudança.

Com os restantes clubes europeus a beneficiarem de uma janela bastante mais longa, foram vários os negócios nos quais os ingleses se sentiram pressionados. Em último caso, acabavam por abortar ou por ter de pagar valores inflacionados. Até porque os clubes de outras ligas jogavam com essa mesma pressão do calendário.

Ainda assim, e a contrariar a tendência, o Liverpool foi dos que mais pagou neste mercado é mesmo o segundo clube mais gastador na Europa atrás da Juventus. Os 182 milhões foram distribuídos maioritariamente por Alisson Becker (62 milhões), Naby Keita (60 milhões) e Fabinho (45 milhões). Surpreendentemente, o segundo clube inglês na tabela dos que mais pagaram é mesmo o West Ham com 95 milhões, à frente de United, City ou Arsenal.

Alisson custou 62 milhões ao Liverpool e tornou-se no guarda-redes mais caro de sempre

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