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Bicicletas, calcanhares e canhões: estes são os melhores golos de Ronaldo

O mundo voltou a surpreender-se com mais uma obra de arte do português na Champions. O golo frente à Juventus é apenas mais uma obra de arte na carreira de CR7.

Cristiano Ronaldo está imparável na Liga dos Campeões. Além de ter sido o homem do jogo na vitória por 3-0 na primeira mão dos quartos de final frente à Juventus – a primeira do Real Madrid em casa dos italianos nos últimos 56 anos – o jogador português teve uma noite da qual nunca mais se irá esquecer. E não apenas pelo espetacular remate de bicicleta. Foram também 90 minutos de vários recordes.

Antes de mais: já viu este golo? Está lançada a candidatura à vitória do Prémio Puskas de 2018. O lance que começa precisamente com uma jogada de Ronaldo, terminou com um Buffon indefeso, um Zidane boquiaberto de espanto, a festa dos companheiros e, talvez o melhor, o aplauso dos adeptos da Juventus.

 

O golo é incrível e não apenas pelo difícil gesto técnico. Ao elevar-se, Ronaldo saltou a 2,10 metros do solo. Para efeitos de comparação, basta ver que uma baliza tem 2,44 metros.

O capitão da seleção pafrece gostar de marcar à Juventos. Em seis jogos já o fez por nove vezes, o que faz dele o avançado mais temido pela hexacampeã italiana. O primeiro desta terça-feira foi o mais rápido da sua carreira em jogos da Champions, logo aos três minutos. Há 15 anos que ninguém marcava dois golos em casa da Juventus para a competição europeia – o último tinha sido Ryan Giggs, em 2003.

Como se não bastasse, tornou-se também o primeiro jogador na história da Liga dos Campeões a marcar em dez jogos consecutivos, superando o seu antigo colega Van Nistelrooy.

Esta temporada, só em jogos da competição europeia, Ronaldo leva já 14 golos. Na carreira são muitos mais. Ainda que seja difícil referir quais os melhores, a 4MEN esteve à procura dos dez remates mais incríveis do internacional português. Seja bem-vindo ao museu de Ronaldo.

Sente-se, faça scroll e aprecie estas obras de arte.

AS Roma – Manchester United

A 1 de abril de 2008, na primeira mão dos quartos de final da Liga dos Campeões, o Manchester United viajou para Roma, onde conquistou uma boa vantagem nos primeiros 90 minutos: uma vitória por 2-0. O primeiro golo do encontro foi de Ronaldo, a passe de Paul Scholes, num cabeacamento que impressiona pela capacidade de elevação e antecipação.

FC Porto – Manchester United

A época de 2008/09 até estava a correr bem para o FC Porto. Depois de eliminar o Atlético de Madrid nos oitavos, os portistas – que até tinham conseguido empatar a dois em Old Trafford – receberam o Manchester United na segunda mão dos quartos de final. As aspirações de que a proeza de 2004 se poderia repetir desapareceram logo aos seis minutos, tudo por culpa do pontapé canhão de Ronaldo que lhe viria a valer o Prémio Puskas.

Portsmouth – Manchester United

Só alguns jogadores como Andrea Pirlo ou Lionel Messi poderão dizer que, para eles, marcar livres é o mesmo que marcar pénaltis. Cristiano Ronaldo não tem tido a mesma sorte no Real Madrid que tinha no Manchester United neste departamento, mas este remate diante do Porstmouth é um autêntico míssil tomahawk.

Galatasaray – Real Madrid

O Real Madrid até estava a perder o jogo (3-1), mas já tinha a eliminatória assegurada, graças à vantagem obtida no encontro da primeira mão por 3-0. Aos 92 minutos, recebeu a bola de Benzema e, descaído sobre a esquerda, tirou três defesas do caminho antes de fuzilar Fernando Muslera com o pé esquerdo.

Valência – Real Madrid

Se Ronaldo não fosse jogador de futebol, acreditamos que daria um bom praticante de taekwondo, dada a resposta com o calcanhar ao passe de Dí María, num jogo que acabou com um empate a duas bolas diante do Valência.

Rayo Vallecano – Real Madrid

Talvez este golo de calcanhar não tenha a beleza ou a importância que teve o de Madjer em 1987, mas mas não é por isso que deixa de ser um remate potente e digno de registo.

 Real Madrid – Espanhol

Já a perder por 3-0 em cima do intervalo, o Espanhol de Barcelona avançou as suas linhas na tentativa de marcar um golo que relançasse a partida. Péssima opção. O Real Madrid – letal em contra-ataques – conduzido por James Rodríguez colocou a bola no camisola 7 que, num jogo de pés fenomenal, fez o 4-0.

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