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Quem quer (e pode) roubar o prémio de melhor do mundo a Ronaldo

Os candidatos estão melhores do que nunca e este pode ser o ano em que termina a hegemonia de Ronaldo e de Messi.

2018 é o ano do tira-teimas. Ronaldo e Messi avançam para a lista de dez finalistas na eleição do melhor jogador do mundo, cada um com cinco troféus do seu lado. Da Bola de Ouro ao Prémio The Best da FIFA, criado em 2016, a luta tem sido quase sempre disputada a dois, sem grande margem de manobra para outros pretendentes. E é precisamente no ano em que Messi ou Ronaldo podem dar o último passo para se ultrapassarem no caminho da história e do título de melhor de sempre, que outros candidatos parecem mais perto de destronar os vencedores crónicos.

A lista dos dez finalistas ao prémio da FIFA foram anunciados esta terça-feira, 24 de julho, desde logo com uma surpresa: a ausência de Neymar, o único que, em anos recentes, pareceu poder aproximar-se da hegemonia Ronaldo-Messi. Mas vamos ao que interessa: quem são, afinal, os homens que ameaçam acabar de vez com a tendência da última década.

O francês Mbappé, vencedor do campeonato do mundo, e o croata Lucas Modric, que ganhou a Liga dos Campeões e foi finalista vencido do Mundial, são aqueles que, juntando títulos e qualidade em campo, podem roubar o prémio.

Entre os restantes nomeados estão Antoinne Griezmann, Raphael Varane, Mohamed Salah, Kevin De Bruyne, Eden Hazard e Harrry Kane. Embora o egípcio do Liverpool tenha marcado 10 golos na Liga dos Campeões e 32 na Liga Inglesa, não venceu nenhum título e está praticamente de fora da corrida pelo título de melhor do mundo.

O francês do Real Madrid, Raphael Varane, que venceu Liga dos Campeões e Mundial, poderia ser outra hipótese, mas só um defesa venceu até hoje este prémio, o eterno Fabio Cannavaro em 2006. Finalmente, o luso-francês Griezmann que não venceu nada em Espanha e, à exceção do Campeonato do Mundo, só conquistou a Liga Europa, uma competição menor à escala Europeia.

Modric é, então, um dos homens que pode provocar uma surpresa nas contas finais. Aos 32 anos, não foi o jogador mais vistoso da época, embora tenha mostrado momentos de classe. Foi, acima de tudo, um trabalhador e organizador de jogo incansável. Durante o campeonato do mundo correu uns impressionantes 72 quilómetros em sete jogos, marcou dois golos, fez uma assistência e acertou 87% dos 498 passes efetuados.

Ao longo da temporada venceu a Supertaça Espanhola, a Liga dos Campeões e foi vice-campeão do Mundo pela Croácia, que perdeu 4-2 na final com a França. No torneio foi distinguido com o prémio de melhor jogador.

Lucas Modric venceu o prémio de melhor jogador do Mundial

Por outro lado, o jovem extremo francês de 19 anos Mbappé acabou por se tornar mais decisivo no PSG a partir de fevereiro, curiosamente depois da lesão de Neymar. Ao longo da época conquistou tudo em França: a Liga, a Taça, a Taça da Liga e a Supertaça.

No total marcou 20 golos e fez oito assistências em 38 jogos. Venceu o Campeonato do Mundo, onde participou nos sete jogos da França e apontou quatro golos, sendo o melhor marcador da sua seleção a par de Griezmann. Também venceu o prémio de melhor jovem do torneio.

Mbappé ganhou o prémio de melhor jovem do Mundial

Estes são os argumentos dos dois craques para convencer os votantes de que merecem destronar Ronaldo. O português avança confiante para a sexta distinção, embora não tão seguro quanto em anos anteriores.

Esteve bastante apagado na Liga Espanhola onde marcou apenas 26 golos, muito abaixo do que habituou os fãs, sendo inclusive criticado no início da época pelos adeptos do Real Madrid. Mas, na Liga dos Campeões foi novamente o melhor marcador da Champions com 15 golos.

No Mundial, o português começou de forma incrível ao marcar um hat-trick no primeiro jogo, no empate de Portugal com a Espanha por 3-3. Mas depois só marcou mais um golo, no encontro a seguir frente a Marrocos, tendo falhado um penálti na última jornada da fase de grupos contra o Irão. A seleção portuguesa acabou eliminada nos oitavos de final pelo Uruguai.

Messi mostrou exatamente o oposto. Venceu a Liga Espanhola, onde marcou 34 golos e ganhou o prémio Bota de Ouro, que distingue o melhor marcador da Europa. Também venceu Taça do Rei onde marcou quatro golos. Só que na Liga dos Campeões, o Barcelona foi eliminado nos quartos-de-final pela Roma e o argentino só festejou por seis vezes.

No Mundial, a Argentina foi eliminada nos oitavos de final, frente à França e o pequeno génio só marcou um golo, mas até jogou melhor nos dois últimos jogos.

Desde que em 2017, a FIFA mudou a data da atribuição do prémio para passar a avaliar o ano futebolístico e não o ano civil, que as conquistas dos jogadores nos clubes ganharam um peso extra no momento de decidir o vencedor.

Em 2018, e até por causa do Campeonato do Mundo, o prémio será atribuído ao melhor jogador de 3 de julho de 2017 a 15 de julho de 2018, data que coincide com a final do Mundial.

Como é habitual, o organismo dividiu a atribuição do prémio por quatro categorias, cada uma com 25% de influência no resultado final. Isto é, o voto dos adeptos no site da FIFA vai valer 25%, o do painel de jornalista especializado outros 25%, selecionadores 25% e capitães de seleção também 25%.

O prémio The Best será entregue na gala da FIFA a 24 de setembro, em Londres. Esse será o dia em que se vai saber se Ronaldo e Messi ficam finalmente para trás e dão lugar a uma nova era.

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