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Timo Werner: o prodígio alemão que tem o calcanhar de Aquiles nos ouvidos

É o melhor avançado da nova geração. Os grandes da Europa não param de olhar para o craque do Leipzig.

Há adeptos que ajudam a ganhar jogos pela pressão que criam nos adversários? Parece que sim. Pelo menos a avaliar pela insólita situação que ocorreu no jogo da segunda jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões, entre o Besiktas e o RB Leipzig, disputado no İnönü Spor Kompleksi, casa da equipa representada por Pepe e Ricardo Quaresma. O barulho dos adeptos turcos era tanto que o avançado dos alemães teve que pedir a substituição. Werner já tinha pedido uns tampões uns minutos antes, mas a solução não funcionou e, aos 32 minutos, abandonou o relvado agarrado aos ouvidos.

No final do jogo, o avançado de 21 anos explicou o que aconteceu. “Nunca estive num ambiente como este e não conseguia concentrar-me no que estava a fazer. Usei tampões para os ouvidos, mas não fez qualquer diferença”.

Quem não achou piada à situação foi o treinador do RB Leipzig, Ralp Hasenhüttl. “É importante perceber em quem posso confiar em ambientes destes e ver quem está preparado para se defender. Infelizmente, houve alguns jogadores que não conseguiram enfrentar uma atmosfera como esta”.

No momento em que Timo Werner pediu a substituição já a equipa da casa vencia por 1-0, com golo marcado por Ryan Babel. No final da primeira parte, o ex-benfiquista Talisca, um dos melhores em campo, estabeleceu o resultado final. Entretanto, e ainda por causa deste problema de saúde, o avançado do RB Leipzig foi dispensado da seleção alemã, que defrontou a Irlanda do Norte, a 5 de outubro e o Azerbaijão, no dia 8, “devido a problemas circulatórios e respiratórios”. A Federação alemã explicou que o jovem de 21 anos sofreu um bloqueio do músculo cervical e da articulação maxilar.

Quem é este jovem cobiçado por meia Europa?

Timo Werner é a grande estrela do RB Leipzig, de tal forma que o clube parece ser demasiado pequeno para a sua dimensão — apesar de estarmos a falar do segundo classificado da última edição da Bundesliga. O seu contrato termina em 2020 e já terá recebido uma proposta de renovação, mas não lhe deverão faltar outros convites.

“Até agora tenho-me sentido bem no Leipzig, por isso não estou a pensar no que vai acontecer nos próximos anos. No entanto, evidentemente que quero representar um grande clube”, assume.

O ponta de lança, oito vezes internacional alemão com seis golos marcados, até deu exemplos de grandes clubes que gostaria de representar. “Em Espanha temos Real Madrid [já surgiram notícias a respeito do interesse], Barcelona e Atlético de Madrid. E em Inglaterra, Arsenal, Chelsea, Tottenham, Liverpool, Manchester United e Manchester City. E, claro, o Bayern, na Alemanha”.

Timo Werner cumpriu toda a formação no Estugarda, tendo sido o futebolista mais jovem de sempre a estrear-se na equipa principal, com 17 anos e quatro meses. De resto, nessa primeira temporada, foi logo utilizado em 35 partidas, mas marcou apenas cinco golos. Apesar de ser apontado como uma grande esperança, a produção goleadora no Estugarda foi bastante modesta, com três golos em 2014/15 e 7 em 2015/16.

Tudo mudou no RB Leipzig, para onde se transferiu no início da temporada 2016/17 por dez milhões de euros. Fez 20 golos durante a época e o seu alto rendimento conduziu-o à estreia na seleção A alemã em março, tendo sido o melhor marcador da Taça das Confederações com três golos, os mesmos que Goretzka e Stindl, mas vencendo por ter mais duas assistências.

Numa altura em que os valores de transferências estão inflacionados, e não sendo fácil encontrar avançados com este potencial, Timo Werner tem tudo para assinar uma daquelas vendas de verão com muitos milhões à mistura.

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