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Treinador de bancada: este Sporting é mais ou menos como o “La Casa de Papel”

Um adepto do Sporting analisa a derrota do clube contra o Atlético de Madrid para a Liga Europa. Ele está um pouco abalado, por isso, dêem-lhe um desconto. 

"Chuta na frente, Coates"

Esta semana não está a ser fácil. A expectativa pela estreia da segunda temporada de “La Casa de Papel”, marcada para sexta-feira na Netflix, deixa qualquer pessoa angustiada. Se pelo meio juntarmos uma derrota com o Sporting de Braga ao som das citações de um escritor irlandês que venceu o Prémio Nobel da Paz em 1925 chamado Bernard Shoe e uma derrota com o Atlético Madrid ao som dos dois neurónios de Coates a baterem um no outro, as coisas podem tornar-se verdadeiramente insuportáveis para um adepto do Sporting. Mas nós somos pessoas fortes, capazes de enfrentar um insulto de Jorge Jesus com o mesmo sorriso com que sabemos que ele vai ficar no clube até 2019. Somos um clube-novela. Nos fundo, somos uma casa de papel.

O Sporting perdeu, pois então, 2-0 contra o Atlético de Madrid, em Madrid, para a Liga Europa, mas a última esperança para salvar a época não desapareceu com o resultado. Ela foi mesmo à vidinha com aquele falhanço do Brian R… perdão, Montero. Sim, aquele Montero que chegou em janeiro, não é o outro, aquele que esteve em Alvalade há um par de anos.

Enfim, só nos resta dar as mãos e continuar a agradecer por o Pedro Guerra não ser cá dos nossos para nos humilhar ainda mais na televisão. Temos de nos agarrar a estas pequenas alegrias da vida.

O craque

Se estivesse na tal “La Casa de Papel”, Rui Patrício seria o Professor. No fundo, é isso que ele faz em todos os episódios. A malta vai toda lá para dentro, mete-se em alhadas e ele fica ao longe a tentar resolver como pode os dramas da criançada. Vanha-nos o Santo Patrício, valha-nos o Santo Patrício.

O tijolo

Se eu quisesse contribuir para o mal-estar e clima de suspeição do futebol, diria que aquele lance do Coates aos 22 segundos me deixou sérias dúvidas sobre as intenções do uruguaio. Mas para não alimentar essas coisas, mais vale dizer que esta noite o rapaz a jogar ao lado do Mathieu me fez lembrar aquela dupla de centrais do FC Porto, o Lula e o João Manuel Pinto. Lembram-se?

O treinador

“Na terra dos sonhos podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal.” A frase é de outro Jorge, o Palma, mas adapta-se perfeitamente a Jesus. Toda a gente sabe que quando o JJ não está a bater em Raúl José, está a sonhar em treinar o Atlético de Madrid. E o que deves fazer, pensa ele, quando a equipa não joga nada? Gritar, ofender e saltar para que os adeptos pensem que a culpa não é tua. Vá lá, colchoneros, dêem-lhe uma oportunidade. Vá lá. Por favor.

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