Comer e beber

Os cachorros artesanais chegaram ao Mercado do Bom Sucesso

É um corner, mas o chef responsável, Bruno Mencacci, estudou a arte de fazer salsichas na Le Cordon Bleu, em Paris, uma das melhores escolas do mundo.

Não têm nada mau aspeto.
Há oito opções diferentes.
Antes, também ficava aqui uma casa de cachorros — a Ghood.

Pode ser apenas mais um food corner no Mercado do Bom Sucesso, no Porto, e dedicado aos clássicos cachorros quentes — mas estes não são da espécie que é servida nas roulotes. O Dogão foi inaugurado a 1 de setembro e só tem receitas originais e completamente artesanais.

Esqueça os conservantes, os corantes ou o amido. Estas salsichas, todas de 130 gramas, são feitas pelo próprio chef num talho em Vila Nova de Gaia e o pão vem de uma padaria do Porto que só vende esta receita (secreta) para este espaço específico. Bruno Mencacci, o chef brasileiro da casa, estudou a arte de fazer boas salsichas na Le Cordon Bleu, em Paris, uma das melhores escolas de hotelaria do mundo.

Há oito opções diferentes no Dogão. São vendidas todas em menu, com batatas fritas e uma bebida. Há a salsicha de porco que vem com molho dogão (preparado com cebola e picles), alface picada, molho de barbecue e vinho do Porto, bolinho de queijo e queijos flamengo e curado (6€).

Uma alternativa é a salsicha de borrego, com mostarda picante, pimentos grelhados, molho de barbecue e vinho do Porto e salada de repolho e cenoura (6,50€). Peça ainda a salsicha de frango, com maionese de caril, cebola caramelizada, molho barbecue e vinho do Porto, bolinho de queijo e flamengo e curado (6,50€).

Também há a salsicha vegetariana, de grão de bico e legumes, com queijo fundido, picle de pepino, cebola crocante, molho de barbecue e vinho do Porto e batatas fritas com sal de alecrim.

O Dogão ocupa um espaço que até já era uma casa de cachorros — a Ghood —, só que eles eram “industrializados, com salsichas de Frankfurt”, conta Mencacci à NiT. Foi ele que fez uma proposta aos antigos donos do espaço para ficar com ele, depois de vários meses à procura de uma oportunidade de negócio para investir em Portugal, para onde veio por causa da esposa, que tem família portuguesa e agora é sua sócia. De qualquer forma, a Ghood já ia ser vendida e os responsáveis até desejavam que alguém continuasse ali com um negócio de cachorros.

No Brasil, Bruno Mencacci trabalhava numa empresa que fazia a ligação entre o meio da alta cozinha e a indústria da alimentação para desenvolver certos produtos, pensar em conceitos ou elaborar estratégias de lançamento.

Trabalhou enquanto consultor gastronómico com clientes como a McDonald’s ou o Burger King, e com a Sadia, uma das maiores empresas de salsichas daquele país. Antes disso, tinha passado pelas cozinhas de vários restaurantes e hotéis.

O corner do Dogão tem entre 12 a 15 metros quadrados e não tem lugares sentados próprios — os clientes podem usar os do Mercado do Bom Sucesso.

Quem manda nisto tudo?

Nome: Bruno Mencacci
Idade: 32 anos
Formação: Gastronomia/Cozinha Internacional/Formação em salsichas
Prato favorito: “Como muitas massas, venho de uma família italiana. Macaroni Arrabbiata várias vezes por semana.”
Maior guilty pleasure: “Cachorros, claro [risos].”
Convença-nos a visitar o seu espaço: “É um cachorro de receita única, exclusiva e 100% artesanal, que não vai encontrar em mais lado nenhum.”

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