Comer e beber

Em Campo de Ourique há um paraíso para os fãs de bôla

A mais conhecida é a de cozido, mas as versões de carne e bacalhau já fazem sucesso no bairro.
Há quatro variedades de bôla para provar.

Ainda o restaurante S era num pequeno espaço da Avenida Alexandre Herculano, em Lisboa, já Miguel Fernandes servia aquela que viria a ser a estrela do espaço, a bôla de cozido. O projeto passou depois para o Largo do Rato, na Rua São Filipe Neri, com a bôla também entre as sugestões mais pedidas. Miguel vendeu o restaurante há um ano, mas não deixou a receita perdida. Abriu agora com a mulher uma pequena loja em Campo de Ourique onde a bôla é a protagonista.

“Sempre que pensámos em abrir um negócio queríamos algo que fosse focado num produto, na qualidade e simplicidade”, explica Filipa Marques, a mulher do chef Miguel. Filipa deixou o trabalho como diretora de comunicação de um banco para se dedicar a este projeto com o marido, A Bôla. “Tínhamos o produto, depois foi procurar o espaço que queríamos no bairro que queríamos.”

É em Campo de Ourique que se encontra a pequena loja. Pelo menos é assim que parecem aqueles 16 metros quadros. Mas na cave têm uma cozinha com o triplo do tamanho onde são preparadas as diferentes bôlas. A de cozido era a versão obrigatória deste espaço, com os enchidos, as couves e tudo a que tem direito.

Do menu fazem ainda parte outras três variedades. Tem a de carne, com uma camada de enchidos e outra com vinha de alhos, a de bacalhau e a de legumes. São servidas em unidades de 350 gramas e custam a partir de 8€. Pode passar por lá e levar uma acabada e fazer ou encomendar para vir buscar mais tarde. Se tiver um jantar, até a vendem pronta a cozer no forno — em 30 minutos está pronta.

A massa da bôla de cozido e a de legumes é idêntica. Já as de bacalhau e carnes têm direito a uma base só para si. “Já estamos a pensar criar novas variedades para o Natal e até uma versão doce.” Na loja há apenas lugar para seis pessoas. Funciona como take away, mas também pode fazer uma refeição rápida com a bôla, bebida e salada se preferir.

O espaço abriu no início de outubro e já está a ser um sucesso no bairro. “A receita é a mesma de sempre. Temos pessoas que já conheciam o produto, chegam e dizem que é a bôla do Miguel e a que conheciam do S.”

Da oferta fazem ainda parte as bôlinhas, umas mini bôlas de cozido — custam 2,40€ cada. Por encomenda pode sempre pedir que retirem ou acrescentem algum produto, tem é de ser com alguma antecedência para que fique tudo pronto a tempo. Miguel começa a trabalhar nas massas de forma artesanal a partir das 9 horas. As primeiras fornadas saem perto das 11h30, quando abrem, e depois, à tarde, os fornos voltam a encher-se.

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