Comer e beber

Época: o café do Porto que só tem comida vegetariana

A carta não é fixa porque os alimentos vêm de uma quinta biológica. Só servem pratos vegetarianos e têm revistas à venda para acompanhar as refeições.

Aqui quase todos os produtos são biológicos — vêm da Quinta do Pinhal e da Quinta das Lameiras, em São Pedro do Sul — e por isso mesmo não existe uma carta fixa. Os pratos vão mudando consoante os ingredientes que existirem.

Alguns exemplos são a tosta de banana com creme de avelã e cacau (2,50€); granola de maçã com iogurte (3,50€); papas de avelã com açúcar de côco e avelã tostada (3,50€); sopa de batata doce com paprika e ervas (2€); tosta de queijo feta cremoso com alho assado, rabanete e ervas (4,50€); ou um prato de aveia com lentilhas, molho vinagrete de mostarda e alcaparras com folhas de beterraba (5,50€). O menu — o único menu — custa 6€ e inclui a sopa do dia com uma tosta, salada ou outro prato, e a infusão ou chá do dia.

Os produtos são portugueses, frescos e tudo é preparado no momento. Pode acompanhar a refeição com várias especialidades de café, lattes, chocolate quente, chás, sumos naturais, limonada, cerveja ou vinho a copo. Prove ainda a matcha (2,20€), a bebida da cerimónia de chá japonesa, ou a mugicha (1,20€), uma infusão de cevada.

“É um espaço de refeições saudáveis, aberto durante o dia, onde as pessoas podem relaxar e estar juntas, seja cinco minutos ou duas horas”, explica Liliana Alves, 24 anos, responsável pelo Época Porto, sobre o conceito que quis implementar.

Liliana Alves estudou design na Escola Superior de Artes e Design, em Matosinhos, mas nunca chegou a trabalhar na área. Tirou depois um curso na Escola de Hotelaria do Porto e foi para a capital dinamarquesa trabalhar num restaurante de comida saudável que tinha uma estrela Michelin.

“A escola foi ótima para aprender mas tinha uma cozinha clássica, tradicional portuguesa, a que, apesar de gostar, não estava assim tão habituada em casa. Então encontrei o Relae, em Copenhaga, e fui para lá trabalhar. Queria refeições mais felizes.”

A cozinha do espaço era gerida por um antigo chef do restaurante Michelin Noma e tudo era praticamente biológico, com uma filosofia de não desperdiçarem alimentos. Também trabalhou numa charcutaria dos mesmos donos, onde o objetivo era desperdiçar o mínimo possível dos animais. Quando regressou a Portugal, teve vários projetos pop up e jantares especiais em Arcos de Valdevez, a terra dos pais, antes de abrir o Época Porto.

O café, inaugurado em maio de 2017, tinha sido uma loja de produtos chineses e, antes disso, o balcão de um banco. Tem 50 metros quadrados e 22 lugares sentados.

No café existem revistas internacionais alternativas à venda dedicadas à área da gastronomia. São o caso das americanas “Ambrosia” e “Drift” ou da britânica “Noble Rot”. E também existem alguns guias alternativos para conhecer cidades como Barcelona, em Espanha, Paris, em França, ou Berlim, a capital alemã.

Carregue na imagem para conhecer o espaço do Época Porto.

Outros artigos de Comer e beber

Últimos artigos da 4MEN

Queremos ser seu amigo no Facebook. Pode ser?