Comer e beber

Loucos de Lisboa: jazz, swing e blues no bar vintage do Príncipe Real

Há vinhos, licores e vários petiscos neste espaço acolhedor da capital. Acompanhe com swing, foxtrot, um pouco de jazz e blues.

O Loucos de Lisboa vai receber atuações de artistas de rua
O espaço do Loucos de Lisboa
O ambiente do Alma Fidalga foi escurecido
Pormenor do bar
Há várias bebidas para provar no Loucos de Lisboa
Queijo despido (8,90€)
Carpaccio de vitela (7,90€)
Bouquet de queijos (9,50€)
Broa de milho com azeite e vinagre balsâmico (3€)
Trufas de queijo (5,60€)
Bouquet de carnes (8,50€)
Pica-pau à Loucos (9,50€)
Queijo vestido (14,80€)
O (suposto) melhor arroz doce do mundo (4€)
Requeijão de Seia com doce, uvas e nozes (4,80€)
Folhadinho de queijo de cabra, mel e sementes de sésamo (3,50€)

Talvez se recorde do Alma Fidalga — o bar que trouxe o conceito italiano do aperitivo para o Príncipe Real, em Lisboa, com vários petiscos e bebidas. Pois bem, os donos aventuraram-se e no verão prestaram um serviço no quiosque de praia do Comporta Café e parece que já não querem voltar. No espaço do Príncipe Real vive-se agora uma nova vida, a dos Loucos de Lisboa.

“Eles queriam criar algo maior depois da experiência na Comporta. Encantaram-se com aquilo no verão e ganharam asas”, explica uma das responsáveis pelo bar, Catarina Monteiro, de 29 anos.

A ideia que a fez juntar-se com o namorado, Victor Cordeiro, de 41 anos, já era antiga: abrirem um “sítio como aqueles que procurávamos sempre quando saíamos”. E esse sítio — inaugurado em 2017 —, ao contrário do ambiente light do Alma Fidalga, seria “mais boémio, vintage, noturno, carregado mas com bom gosto”.

Para isso, foram buscar várias peças de mobiliário antigas. “Escurecemos o espaço e fomos arranjar várias relíquias de família.” Além de vinhos, licores, gins, whiskys, e outras bebidas, o que interessa aqui é “aconchegar”. “Não há refeições, há petiscos à portuguesa. Se bem que me deixei levar, confesso, e há alguns mais arranjadinhos.”

Carpaccio de vitela (7,90€); bouquet de queijos (9,50€) e de carnes (8,50€); broa de milho (3€); trufas de queijo (5,60€); queijo vestido (14,80€) e despido (8,90€); folhadinho de queijo de cabra, mel e sementes de sésamo (3,50€); ou a especialidade da casa, pica-pau à Loucos (9,50€), são alguns dos petiscos que pode provar no novo bar lisboeta.

Atrás do balcão, há moscatel de Setúbal roxo (8€), vinho do Porto (entre 5,50€ e 10€), ou vinho alentejano Pouca Roupa, colheita de 2015, tinto e branco, que pode ser servido a copo (2,80€) ou à garrafa (6,50€).

A acompanhar, o ambiente tem música jazz, blues, mas sobretudo foxtrot e swing. Não há pista de dança, mas ninguém se importa se se abanar um bocadinho. A ideia também é trazer a arte e cultura para dentro do Loucos de Lisboa — que não é patrocinado pelo músico Rui Veloso, apesar da sua icónica canção na qual se inspiraram para dar o nome ao bar.

“Pintámos, decorámos, fomos à procura de mobiliário, mas não houve um grande investimento. Foi mais à base de suor [risos]”

“Vamos fazer convites a artistas de rua, ter apresentações de livros e outras iniciativas culturais.”

Além disso, planeiam ter eventos privados para empresas. O espaço acolhedor (de 50 metros quadrados) está em soft-opening e tem bancos, cadeiras e puffs, num total de 24 lugares sentados — um número que deverá aumentar nos próximos tempos.

O espaço levou algumas adaptações para se tornar no Loucos de Lisboa e foram Catarina e Victor que trataram de tudo. “Pintámos, decorámos, fomos à procura de mobiliário, mas não houve um grande investimento. Foi mais à base de suor [risos].” Também é o próprio casal que vai estar sozinho a gerir, receber e servir os clientes, pelo menos por enquanto.

São namorados há cerca de cinco anos. Ambos têm experiência na área da restauração. Catarina, nascida em Lisboa e criada na margem sul do Tejo, começou a trabalhar em restaurantes aos 14 anos e chegou a gerir espaços como o Waikiki, na Costa da Caparica, o Beira-Mar, na Fonte da Telha, e o restaurante da discoteca 3D, em Alcântara, que depois foi o Twins e agora é o Books.

Victor, de Lisboa, sempre esteve ligado à hotelaria — o pai é o diretor do hotel Radisson Blu e ele começou a trabalhar cedo num hotel na Lapa. Juntos, os dois estiveram os últimos quatro anos em Moçambique a gerir as suas próprias lavandarias que colaboravam com hóteis. Voltaram a Portugal em 2016, por o país africano “não ser muito estável” e porque Victor recebeu um convite para trabalhar numa grande empresa de serviço de catering.

Morada: Rua da Palmeira, 15, 1.º piso, Lisboa
Telefone: 214078838
Horário: Das 18h00 às 02h00. Fecha à terça-feira.

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