Restaurantes

O Asiático: a casa oriental do chef Kiko

A árvore que veio de Itália e fez parar o trânsito na Rua D. Pedro V, os potes de especiarias à entrada e tudo o que precisa de saber sobre restaurante.

Pasta de arroz, cogumelos desidratados, feijão chinês, bagas goji ou tofu. São muitos os ingredientes do mundo que lhe dão as boas-vindas n’O Asiático, o restaurante do chef Kiko que abriu as portas no final de 2016, no Bairro Alto, em Lisboa. Elas estão colocadas em frascos de vidro na primeira sala do espaço, pintada a vermelho vivo.

“Sempre tive a ideia de trazer o mundo para Portugal. Agora é uma viagem do Nepal ao Japão o que proponho neste novo espaço”, explica Kiko Martins. Antes de provar todos esses sabores, pode viajar pelas fotografias que estão na segunda sala d’O Asiático.

“Aqui estão imagens que eu próprio tirei durante a volta ao mundo que fiz. Algumas já foram vistas no livro “Comer o Mundo”, mas são quase todas inéditas, nunca as tinha partilhado.”

Neste hall, logo depois das especiais, pode subir as escadas e ir para o bar no piso superior ou continuar em frente e seguir para a sala principal do restaurante. Ao todo, o espaço tem 800 metros quadrados e foi decorado por António Martins, o irmão do chef que também já tinha realizado os projetos dos anteriores restaurantes de Kiko Martins em Lisboa.

A árvore no meio da sala parece que já está ali plantada há décadas e que todo o restaurante foi construído à volta. Mas não foi isso que aconteceu. “Veio de Itália e foi posta aqui de grua. O trânsito parou na Rua D. Pedro V para a conseguir colocar.” Calma, eles escolheram um sábado para o transporte, por isso não incomodou muito a vida de quem por ali passou. A árvore tem quase oito metros e passa por entre a estrutura de vidro que está no teto d’O Asiático.

O restaurante tem lugar para 75 pessoas, divididos entre o bar, a sala e o pátio onde pode estar ao calor de uma lareira com água à volta. Qualquer mudança de carta e novos menus do chef são todos trabalhados no laboratório. É um espaço de cozinha privado, no Príncipe Real, onde Kiko Martins passa várias semanas até tudo estar pronto para ser testado ao público. O mesmo aconteceu agora para a criação do menu d’O Asiático. Esteve lá dois meses com mais dois subchefs, sempre em testes e provas para que tudo ficasse perfeito.

“Na carta está uma cozinha de identidade asiática, mas sempre com a minha personalidade.”

Para acompanhar os pratos, há vinhos brancos, tintos e rosés. Mas o melhor é mesmo a sangria d’O Asiático, a bebida que o chef propõe — custa 22,60€ e tem um litro e meio. “É preparada com saké, shoshu [bebida destilada típica do Japão], lima Kaffir e mais uns pós de pós de perlimpimpim.” O shoshu também é o aperitivo perfeito para começar a refeição no restaurante. “Assim que os clientes chegam, propomos que subam ao bar para o pedir.” Custa 8€ e, além da bebida, inclui uma calda de erva príncipe.

Carregue na foto para saber mais sobre o restaurante do chef Kiko.

[/read_more_block]

Outros artigos de Comer e beber

Últimos artigos da 4MEN

Queremos ser seu amigo no Facebook. Pode ser?