Restaurantes

RIB: a casa dos carnívoros de Lisboa

A steakhouse veio do Porto e trouxe consigo gigantes nacos de carne para partilhar ou comer sozinho. Se tiver coragem.

O nome será familiar à maioria dos portuenses, nem tanto para os lisboetas, mas o resumo faz-se de forma rápida: o RIB é uma steakhouse talhada para os verdadeiros amantes de carne. O conceito nasceu no Pestana Vintage Porto, no final de 2015, com o chef Rui Martins à frente da cozinha. No início de 2017 visjou até Lisboa para ocupar o espaço do antigo Lisboeta, no piso térreo da Pousada de Lisboa.

Rui Martins, o atual Chef Cozinheiro do Ano, não é omnipresente e, por isso, a cozinha do novo RIB foi entregue Luís Rodrigues, que já passou pelo Pestana Palace, Bica do Sapato e Bastardo. A carta assenta na receita de sucesso do RIB portuense, com algumas variações, novos pratos e o inevitável toque pessoal do chef.

Carne. É nesta secção que todos os olhos se concentram assim que a carta chega à mesa. Dez cortes com tamanhos e pesos diferentes, dos mais modestos 150 gramas do entrecôte sem osso (16€) e do lombo (19€), às imponentes peças de um quilo do chuletón (54€) e do tomahawk ribeye steak (55€). Chegam à mesa sem tempero, para que o cliente possa ajustar o sabor a seu gosto, com a ajuda dos três tipos de flor de sal aromatizado. À festa junta-se ainda um pimento piquillo de Lodosa, manteiga Café de Paris e um molho à escolha entre uma lista de nove opções, do chimichurri, ao bearnês e uma das inspirações lisboetas que marcam a diferença entre o RIB portuense e o lisboeta, neste caso o molho Marrare, numa homenagem ao bife à café criado no século XIX no espaço com o mesmo nome.

Tudo isto bastaria para completar o prato mas fica o conselho: não ignore a secção dos acompanhamentos. Porquê? Porque há um reconfortante arroz de grelos e chouriça de cebola (3,5€), uma esmagada de batata doce, coentros e noz moscada (3€) e um Brás de legumes (4€) para provar.

Não há motivos para se deixar intimidar pelos nacos de carne, mas se assim for, pode sempre optar pelas cool alternatives, as alternativas do chef para uma refeição diferente: risotto de beterraba com pinhões tostados e maçã verde (12€) bife tártaro (16€) ou hambúrguer com queijo da Ilha, rúcula e cebola roxa (14€).

Para que nenhuma estreia absoluta fique por destacar, é preciso fazer rewind e voltar às entradas, onde está garantido que só em Lisboa irá poder provar o camarão frito com Macieira e malagueta (13€), apresentada entre opções que fizeram sucesso no norte, como os cinco cogumelos assados com ovo a baixa temperatura, servidos em molho romesco e pinhões tostados (8€), tudo para misturar no interior de um frasco e comer à colher.

É ainda com a colher na mão que se pode preparar para as sobremesas. Do Porto veio o The Ultimate Sin (7€), que é tão perigoso para as dietas quanto o nome indica e só tende a piorar assim que descobre que se trata de um petit gâteau de chocolate de caramelo. O espírito lisboeta não esmorece na parte final da carta, pelo contrário. As farófias (4,5€) ganham uma nova vida e o tão típico pastel de nata é desconstruído por bons motivos e, sob o nome Lisboa (6,5€), é servido com ginjinha. Nada mais apropriado para uma steakhouse que veio do norte mas que quer passar a ser uma verdadeira lisboeta.

Carregue na imagem para conhecer o espaço e alguns dos pratos da carta.

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