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Todos os motivos (e um golaço) que deviam dar a Bola de Ouro a Ronaldo

No dia da entrega do troféu da "France Football" para o melhor do ano, o português não surge como um dos favoritos. Estes são os motivos que o deviam colocar na luta pelo título.

É um cenário nunca visto na última década. Chegados à altura da eleição do melhor futebolista do ano, Cristiano Ronaldo não enfrenta o derradeiro dia no papel de um dos favoritos. O vencedor da Bola de Ouro atribuída pela revista “France Football” acontece já esta segunda-feira, 3 de dezembro, numa cerimónia com início marcado para as 20 horas. A concurso vão craques como Messi, Mbappé, Varane, Griezmann e Modric, este último o grande favorito à conquista, depois de ter sido eleito como o melhor do ano nos prémios The Best, atribuídos pela FIFA.

Conquistar a Bola de Ouro é um marco na carreira de qualquer futebolista e Ronaldo não é exceção, mesmo que até já tenha cinco na estante lá de casa. O português conquistou o troféu em 2008, 2013, 2014, 2016 e 2017, sendo que entre 2010 e 2015 o galardão foi atribuído em conjunto pela “France Football” e pela FIFA. Neste ano de 2018, o The Best escapou-lhe, mas a Bola de Ouro ainda pode ser sua.

Mesmo que a imprensa internacional aponte como um facto a derrota de Ronaldo, a verdade é que o ano do craque não foi propriamente uma desilusão – pelo contrário. Num ano em que o jogador português trocou o Real Madrid pela Juventus, os recordes e boas exibições foram uma constante para CR7, tanto nos dois clubes como na Seleção. No dia da decisão, recordamos alguns dos melhores momentos do craque, que são motivo suficiente para chegar à conquista da ambicionada Bola de Ouro.

Uma máquina na Champions

É a maior competição de clubes do continente e o terreno favorito do português para brilhar acima dos colegas. O troféu voltou a não escapar ao Real Madrid e, por conseguinte, a Cristiano. Foi a quinta Champions do seu currículo, a terceira consecutiva.

Nesta edição de 2017/18, Ronaldo sagrou-se também como o melhor marcador da prova com 15 golos, que lhe deu uma vantagem de cinco golos sobre os perseguidores: Sadio Mané, Roberto Firmino e Mohamed Salah. As exibições de luxo pelo Real Madrid valeram-lhe a eleição não só para a equipa ideal do ano da Liga dos Campeões, mas também o troféu para o melhor avançado da competição.

Muitos golos (e um golaço)

Ronaldo é sinónimo de golos e o último ano não foi exceção, principalmente no que toca a recordes. A 20 de outubro quebrou mais um recorde pessoal ao tornar-se no primeiro jogador a chegar aos 400 golos nas cinco principais ligas europeias (Inglaterra, França, Itália, Espanha e Alemanha).

Apesar de ter marcado mais de 40 golos ao longo do ano, há alguns mais especiais do que outros. Houve jogos em que marcou três e até quatro, embora um único golo na Champions tenha valido por qualquer hat-trick. Quem não se lembra do fabuloso pontapé de bicicleta no decisivo embate frente à sua equipa, a Juventus, nos quartos de final da Champions?

O pontapé que valeu a ovação em pé dos adeptos adversários mereceu a distinção de melhor golo da competição. Infelizmente e inexplicavelmente, não valeu a conquista do prémio Puskas da FIFA, que elege o melhor do ano, entregue ao egípcio Salah por um golo na Premier League que nem sequer foi eleito como o melhor da jornada.

Contrariamente ao The Best da FIFA, a Bola de Ouro premeia o melhor desempenho no ano civil. Agora na Juventus, o português demorou a aquecer a máquina de golos, mas eventualmente a bola começou a entrar e Ronaldo chega ao dia decisivo no topo da lista de marcadores da Série A com 10 golos, igualado com o polaco do Génova, Krzysztof Piatek.

O herói de Portugal

Os portugueses também já se habituaram a ver Ronaldo brilhar na Seleção e, apesar de Portugal não ter passado dos oitavos de final do Mundial, houve tempo para o capitão juntar mais algumas conquistas ao currículo. O golo frente a Marrocos valeu o recorde de melhor marcador europeu de sempre a nível de seleções, ultrapassando Puskas.

Antes disso, já se tinha tornado no jogador mais velho a marcar em quatro Mundiais, ao estrear-se a marcar no primeiro jogo frente a Espanha com 33 anos no bilhete de identidade. Exatamente nessa partida fez um hat trick, tornando-se o mais velho a consegui-lo num Mundial e o primeiro a fazê-lo frente aos espanhóis na competição.

Todos esses feitos valeram-lhe a presença na equipa do ano da FIFA, divulgada em setembro. Esta foi a 12.ª vez que Cristiano Ronaldo fez parte dos escolhidos.

E se nenhum destes motivos convencer os jornalistas convidados a votarem no português, recordamos apenas um dos argumentos. Se algum servir de prova, que seja este: o melhor golo do ano.

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