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Cinco momentos da carreira de Buffon que nos deixaram em lágrimas

Este sábado, 19 de maio, Gigi diz adeus à Juventus ao fim de 17 anos. É o momento para recordar alguns dos momentos mais emocionantes do guarda-redes que é um senhor.

17 anos, mais de 600 jogos pela equipa de Turim e 27 dos seus 40 anos dedicados ao futebol. Já todos o sabem mas nunca é demais repeti-lo: Buffon é um cavalheiro e um dos jogadores mais queridos do mundo do futebol. E este sábado despede-se do seu clube de sempre, a Juve.
Numa conferência de imprensa emotiva marcada para esta quinta-feira, 17 de maio, Gigi anunciou a saída da Juventus mas não garantiu que este seja o final da carreira. O guardião italiano revelou que tem propostas para continuar ligado ao futebol quer dentro quer fora de campo e que só tomará uma decisão dentro de alguns dias, depois de pensar calmamente e ter a certeza qual a melhor escolha.

“A única coisa certa é que sábado faço a última partida pela Juventus, o resto está em aberto”, disse Buffon, que fará então o seu 656.º jogo.

São raros os jogadores que recebem o mesmo respeito de treinadores, adeptos, árbitros e até de jogadores rivais. Buffon era e continua a ser aquele ao qual todos os adversários correm no final da partida, na esperança de poderem levar a camisola do ídolo para casa.

Ao longo dos quase 30 anos de carreira no futebol, Gigi deixou-nos momentos únicos e inigualáveis – e que nos colocaram com uma lágrima no canto do olho. No dia da despedida, a 4MEN recorda alguns dos momentos da sua vida: uns mais importantes, outros mais casuais, mas todos mostram o senhor que é Gianluigi Buffon.

Com a Juve até ao fim – ou até à segunda

Em 2006 e apesar de ter ficado em primeiro lugar no campeonato, a Juventus foi despromovida à Serie B, depois do caos provocado pelo escândalo de viciação de resultados que ficou conhecido como Calciopoli.

Ao contrário de colegas como Fabio Cannavaro, Patrick Vieira ou Ibrahimovic, Buffon não abandonou a equipa e manteve-se no plantel que seria obrigado a jogar na segunda divisão.

Em 2015, numa conferência com os adeptos mais jovens da Juventus explicou o motivo: “Escolhi descer para a Serie B com a Juventus porque pensei em vocês, porque realmente acredito que há alturas em que tens que parar de falar e agir”.

O guarda-redes que dá lições aos miúdos

Quando foi derrotado pela seleção espanhola nos quartos de final do Euro 2016, Buffon entrou de férias mais cedo e, ao contrário de outros colegas, não apanhou um avião para uma ilha paradisíaca no meio do Pacífico.

O capitão italiano escolheu Marina di Masa, uma cidade perto de Pisa, para passar uns dias de descanso. Mas nem por isso deixou o futebol de lado e foi visto a jogar – na baliza, pois claro – com algumas crianças locais.

O dia em que parou os assobios ao hino alemão

No momento dos hinos, antes do início de um amigável entre a seleção italiana e alemã, em novembro de 2016, começaram a ouvir-se assobios. Os italianos vaiaram os alemães e o exemplo veio de dentro do relvado.

Buffon contrariou os adeptos e deu o exemplo: aplaudiu o hino dos adversários até ao final e até que os adeptos percebessem que estavam errados.

A tristeza de um final quase certo

A poucos meses de completar 40 anos e com o Mundial da Rússia à vista, o impensável aconteceu. Itália foi ultrapassada pela Suécia na qualificação e ficou de fora da maior competição do mundo.

Esta seria a última oportunidade de Buffon para representar a seleção antes de terminar a carreira. A reação do guarda-redes no final do jogo comoveu toda a gente. E nem os adversários deixaram de tentar consolar o italiano. Afinal, que raio de Mundial será este sem Gigi?

O adeus ao colega e amigo Astori

A morte súbita do capitão da Fiorentina Davide Astori, em março de 2018, chocou o mundo do futebol e especialmente os italianos.

Em Londres para disputar uma partida da Liga dos Campeões frente ao Tottenham e com o funeral de Astori marcado para o dia seguinte, não passava a ninguém pela cabeça estar presente em Florença para o último adeus. Exceto a Buffon.

No final do jogo, o capitão reuniu-se com os colegas no balneário e explicou que tinha fretado um avião para partir de imediato para Itália. E convidou quem quisesse a juntar-se a ele, num vôo marcado para as 4h30 da madrugada. Nem todos puderam entrar a bordo, mas o avião foi cheio. Já em Florença, o gesto foi recebido com carinho e aplausos dos adeptos da Fiorentina.

“Foi o último adeus não a um grande amigo meu, mas a uma das pessoas mais bonitas que encontrei no desporto”, sublinhou.

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