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Facebook admite que revelou dados pessoais de utilizadores a 61 empresas

Afinal, Mark Zuckerberg mentiu mesmo ao congresso americano. O escândalo foi revelado pelo "The Guardian".

Apesar de as últimas informações apontarem no sentido de que o Facebook teria terminado a partilha de acesso de dados pessoais em abril de 2014, sabe-se agora que a empresa permitiu a 61 empresas recebessem direitos especiais para continuarem a aceder à sua base de dados e recolher informação sobre os utilizadores.

Segundo um documento com mais de 700 páginas enviado, esta segunda-feira, dia 2 de julho, pela empresa de Mark Zuckerberg ao Congresso dos Estados Unidos, de entre as tais empresas “privilegiadas” encontravam-se a Nike, a Spotify, a Audi e a aplicação de encontros Hinge.

A informação foi avançada pelo jornal britânico “The Guardian“, que acusa o Facebook de ir contra aquilo que havia garantido no Congresso americano. Zuckerberg afirmou que a partir de abril de 2014 a empresa teria decidido barrar o acesso à sua base de dados, concedendo um ano de adaptação às apelidadas empresas parceiras.

No entanto, de acordo com as novas informações, foram permitidas extensões de seis meses a 60 “parceiras” e outra de oito meses à Serotek, uma empresa de acessibilidade.

Desde os escândalo, divulgado em março deste ano, quando se descobriu que a Cambridge Analytica acedeu a dados pessoais de milhões de utilizadores do Facebook sem autorização prévia, a legislação da proteção de dados foi alterada, tornando-se mais rigorosa e segura.

Apesar disso, e das notícias mais recentes que mostravam uma maior clareza relativamente ao uso dos dados pessoais por parte da empresas, com destaque para o Facebook, a realidade é que a plataforma online que, surpreendentemente, no primeiro trimestre do ano até aumentou o número de utilizadores, volta a denegrir a sua imagem e a criar um clima de desconfiança.

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