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Este é o maior inimigo das baterias dos carros elétricos

O frio extremo pode significar perdas de autonomia de quase 50%. E o calor também não é nada simpático para os novos carros.

Deixar os carros a combustíveis fósseis e apostar numa máquina elétrica parece ser o inevitável próximo passo. Só que à medida que os veículos elétricos começam a ser cada vez mais comuns, também os problemas passam a ser mais evidenteso. O mais recente, evidenciado pelo vortéx polar que atirou os EUA para uma vaga de frio nunca antes vista, pôs à vista uma deficiência crítica das baterias: é que assim que o termómetro baixa, a sua eficiência também, e isso significa mais custos e menos autonomia.

É melhor esclarecer já este ponto: sim, os carros a gasolina também gastam mais no inverno ou quando está mais frio, mas a diferença não é tão notória. De acordo com a revista norte-americana “The Verge”, que cita um estudo da Associação Automobilística Americana, quando as temperaturas chegam aos -6ºC, a autonomia média das baterias dos carros elétricos pode baixar cerca de 41%. Além do próprio consumo do carro ser diferente, o facto de ser necessário ligar o aquecimento também obriga a um maior consumo da energia, o que faz com que ela não possa ser rentabilizada em quilómetros.

Isto traduz-se numa menor quantidade de energia e, consequentemente, de quilómetros possíveis com cada carga. Mas há mais: como cada carga dura menos, vai obrigá-lo a carregar a bateria mais vezes e a gastar mais eletricidade.

Apesar de este ser um problema mais notório no inverno, por culpa das inevitáveis baixas temperaturas, o mesmo acontece quando o termómetro faz o movimento inverso. Quando as temperaturas ultrapassam os 35ºC, é natural que o automóvel sofra um decréscimo de autonomia que neste caso rondará os 17%. Ou seja, em Portugal o problema será mais notório no verão do que no inverno, tendo em conta que apenas alguns pontos mais altos do País as temperaturas atingem os -6ºC, mas há vários locais do país que chegam facilmente aos 35ºC ou mais durante o verão.

Como resolver o problema

Para combater este problema, uma das melhores soluções passa por estar consciente da probabilidade de a bateria durar menos e, nesse caso, estar devidamente preparado para ter que a recarregar mais cedo, ou evitar fazer viagens tão longas. Outro truque é aquecer o carro enquanto ele ainda está ligado à corrente, o que faz com que não gaste diretamente a carga da bateria. Tal como sugere o site “Energy”, alguns modelos de carros elétricos têm modos económicos que podem ajudá-lo a poupar energia, assim como deve fazer uma condução mais cuidadosa, evitar travagens bruscas e velocidades demasiado elevadas.

Mesmo com todas estas questões que podem colocar em causa a autonomia média de um carro elétrico quando sujeito a temperaturas extremas, este não deverá ser um fator determinante para que não opte por comprar um. Basta ver o exemplo da Noruega, onde os carros elétricos têm feito sucesso e, convenhamos, é um país onde as temperaturas são bem mais baixas do que em Portugal. É apenas uma questão de organizar melhor as suas viagens e prever eventuais descidas de autonomia da bateria.

Se anda sempre à procura das melhores invenções tecnológicas que nos ajudam a poupar, temos algumas dicas para si. Para quem ainda não trocou o carro a gasolina por um modelo elétrico, o melhor é carregar na galeria e ver alguns truques para poupar no combustível.

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