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Não, as radiações dos telemóveis não o vão matar

Um estudo recente mostra que as radiações emitidas não são suficientemente fortes para provocar cancro.

Os telemóveis fazem parte das nossas vidas há demasiado tempo, tanto que muitos suspeitam que podem estar a ter influência na nossa saúde. Desde dores de pescoço, a olhos vermelhos e dificuldades em adormecer, um risco salta logo para o topo das preocupações: a probabilidade das radiações emitidas poderem ser cancerígenas. A ciência trouxe novas informações sobre um tema que levanta mais questões do que respostas.

Dois relatórios apresentados pelo “National Toxicology Program” concluíram que, de facto, há evidências de um tipo de radiação emitida pelos telemóveis que podem causar cancro em ratos do sexo masculino, mas isso poderá dever-se às altas concentrações de radiação a que eles estiveram expostos.

Cerca de 6% dos roedores que estiveram em contacto com estas emissões desenvolveram schwannomas, um tumor do sistema nervoso periférico, nos seus corações. Estes costumam ser a maior evidência de que uma radiação pode ser cancerígena, de acordo com John Bucher, um dos autores do relatório.

Na experiência, os animais foram divididos em diferentes grupos que foram depois expostos a níveis de radiação distintos. O nível mais baixo a que os ratos foram expostos é o mais alto que os telemóveis estão autorizados a emitir. Uma radiação a que as cobaias estiveram expostas durante nove horas diárias, isto durante dois anos – ou seja, um valor muito maior do que aquele que qualquer humano estaria sujeito e que os aparelhos podem transmitir.

“É uma situação que nos permite expressar um potencial evento biológico. A mensagem é que o uso típico de um telemóvel não vai estar diretamente ligado às radiações que usámos no estudo”, salienta John Bucher.

Se a emissão de frequências de rádio são, efetivamente cancerígenas, é provável que sejam demasiado reduzidas para terem efeito, reiteram os autores.

Contudo, um relatório de maio de 2016 que o instituto realizou, também mostrou evidências de que as frequências aumentam o risco de gliomas malignos no cérebro e schwannomas no coração de ratos, pelo que a comunidade científica continua um debate aceso sobre a utilização do aparelho eletrónico mais utilizado do século XXI.

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