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Crítica: o novo (e bonito) SUV da Lexus só seria melhor se viesse com a rainha de Inglaterra de série

O crítico da 4MEN apaixonou-se pelo NX da Lexus e conta-lhe tudo.

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Olá a todos. Apresento-me na expectativa de que estejam bem e que estes dias tenham sido passados na melhor das companhias. E com família também. Eu, cá, passei-os bem melhores. Sentadinho numa fantástica experiência SUV.

Eu sei, eu sei. Este início de crónica não foi nada daquilo a que já vos acostumei. Aliás, a que já te acostumei – se quiser estar a falar para o meu público, posso perfeitamente singularizar a afirmação, não vale a pena estar aqui a tentar fazer passar que tenho uma audiência vasta. Quanto muito, os que estão aí desse lado conseguem jogar à sueca. Olha que boa ideia: organizar o Grande Torneio dos Leitores das Crónicas do Aragão. Seria um torneio rápido. Voltando à crónica.

Acontece que estive a ensaiar o SUV de gama média da Lexus. Digo média gama ainda que seja o SUV de início de gama, porque ainda não chegou aquele que passará a ser o SUV de início de gama da Lexus, o UX. Parece confuso, eu sei, mas acompanhem-me.

Actualmente, a Lexus tem dois modelos SUV: o NX, SUV familiar médio, e o RX, um SUV de luxo. Daqui a uns meses, irá juntar-se a eles o UX, SUV familiar compacto que irá estrear a nova plataforma da Lexus para os compactos e que servirá, também, para o novo CT.

Pelas imagens que já vi de ambos – e convido-vos a dar uma olhada pela net – estão absolutamente incríveis. Acredito que serão os mais vendidos de sempre na história da marca e lançam uma linguagem estética muito mais apelativa. Não sei se isso é possível, até porque os actuais modelos são belíssimos. E atenção que não uso esta palavra para muitas coisas. Na realidade, só a uso de manhã quando me olho ao espelho. Agora pensem.

Este NX, no entanto, é uma experiência por ela própria. Quase como ir jantar a um daqueles restaurantes de topo, com a vantagem de que para conduzirmos um NX não temos de fazer marcação. É uma experiência notável.

A única maneira de este SUV ser mais notável era vir de série com a rainha de Inglaterra ou o António Sala. Só precisam de o comprar. E devem fazê-lo. Devem muito fazê-lo.

Para começar: espaço. Muito espaço. São 5 lugares com o máximo conforto a que a Lexus já nos habituou e uma posição de condução perfeita para rolar durante muitos quilómetros. O espaço está lá todo. Se por fora parece pequeno – uma tática muito boa para atrair aquelas pessoas que, como eu, não gostam particularmente de carros muito grandes – por dentro há espaço para montar uma pequena orquestra. Mas sem os xilofones. Nem é por não caberem. É por ninguém gostar deles.

A Lexus consegue desenhar carros futuristas e atraentes sem parecer que deixaram o bom senso no armário.

Depois: design. O carro é lindo. Eu sei que me estou a repetir, mas não há como fugir à questão. Para quem gosta de se destacar pela positiva, não há outro design no mercado que o faça tão bem. Conseguem desenhar carros modernos, futuristas e atraentes sem parecer que deixaram o bom senso no armário.

Vestiram-no, tomaram um pequeno almoço de campeões e disseram “bora lá desenhar carros a sério”. Em seguida: motor. Aqui vamos todos discordar, a começar por mim. Não um discordar ao nível de qual é o melhor reality shows em Portugal, porque isso todos sabemos que são todos bosta, mas um discordar do género “pois, mas cada argumento tem os seus pontos positivos e negativos”. Vamos concordar em discordar, portanto.

Eu gosto do motor, mas detesto a caixa. É uma CVT. Tem as suas vantagens, claro (cá está) mas eu gosto de usar o carro como bem me apetecer e não como me dizem para o usar. Uma caixa de variação contínua permite que o motor role sempre no seu regime ótimo e consigamos extrair a sua maior eficiência. Ótimo para os consumos e desgaste. Ainda assim, eu gosto de poder acelerar e trocar de relações e conseguir extrair a maior prestação do motor. Não quer dizer que o vá fazer constantemente, mas é uma possibilidade que eu gosto de ter. Um pouco como o bidé. Não interessa se o vou usar com frequência, o que interessa é que se eu me quiser refrescar rapidamente, o posso fazer.

Se o carro vai consumir mais 15% ou 20% não é importante. Eu no ensaio consegui andar em torno dos 7 litros, o que me pareceu muito bem. Agora entra a brigada dos consumos e começa a disparar. Eu protejo-me com um ótimo escudo de livre arbítrio e sigo a minha vida porque dois litros acima do consumo anunciado não me parece nada mal para um carro destes. Quatro cilindros com 2,5 litros e 155 cavalos acoplado a um motor elétrico de 67 cavalos com uma potência combinada de quase 200 cavalos chega e sobra para o puxar muito bem e acelerar dos 0 aos 100 em 9 segundos. Concluindo, obrigado Lexus, por estares a fazer um caminho que é fantástico e a destacares-te pela positiva, ainda que devas analisar com alguma atenção a possibilidade de disponibilizares uma caixa automática de dupla embraiagem. Já disse que estou em pulgas para ver os novos UX e CT?

Lexus NX300h
Desde 51.760€

Para estacionar em noites de diversão: 4/10
Para a família ir de viagem: 8/10
Para papar topos de gama nos semáforos: 6/10, durante os primeiros 25 metros. Depois, o motor eléctrico é esganado pela caixa CVT.
Para diversão on board: 7/10

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