Máquinas

Cruzar o deserto do Sara numa 4L não é loucura. É uma aventura

A Road Book Adventure pegou em cinco modestos Renault 4L e preparou-os para enfrentar os terrenos mais duros de Marrocos – e para o levar a conhecer as aldeias mais bonitas de Portugal.

Quando se imagina a cruzar um dos maiores desertos do mundo por terrenos acidentados, provavelmente não pinta um cenário onde todo o percurso é feito ao volante de um modesto Renault 4L. Esse preconceito pode não fazer sentido, ou pelo menos é isso que provam as máquinas idealizadas por Luís Mandim e que compõem a frota da Road Book Adventure.

Quando um dia colocou os seus Renault a enfrentar um terreno duro ao lado de um Dacia, as velhinhas 4L brilharam entre caminhos acidentados e envergonharam os modelos mais recentes. Quanto à dureza destas máquinas, estamos conversados. É essa resistência que o empresário de 55 anos requer dos cinco automóveis, tudo para que sejam capazes de levar os clientes dos pontos mais remotos de Marrocos aos picos mais belos de Portugal.

Criada em 2016, a Road Book Adventure surgiu de “sonhos antigos e gostos pessoais” de Luís Mandim, que sempre gostou de fazer “coisas diferentes de todos os outros, ligadas ao todo-o-terreno e às aventuras fora da estrada”. Na altura, a carreira no marketing ficou de lado e agarrou a ideia para transformá-la numa empresa virada para o turismo de aventura e, em especial, em Renault 4L.

O conceito não era totalmente novo, mas em Portugal nunca tinha sido feito e o fascínio pela aventura e por conhecer e dar a conhecer locais que fogem aos tradicionais roteiros turísticos ajudaram.

“Na minha juventude tive duas ou três 4L e lembrava-me das capacidades que tinham fora de estrada. Eram consideradas o jipe dos pobres e quando vi que até havia o 4L Trophy, que vai de Paris a Marrocos, deu-me mais força para arrancar com o projeto”, conta.

Depois de duas expedições a Marrocos ao volante de uma 4L, o antigo diretor de marketing já prepara a próxima que será, ao que tudo indica, a maior feita pela empresa até ao momento.

“Este é um projeto feito com viaturas nossas mas também há pessoas com as próprias 4L ou que compraram uma de propósito e que precisam de tempo para preparar os carros”, revela Luís. 

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