Treino

Aprenda isto de uma vez: cortar nos hidratos de carbono não emagrece

Eles não são todos iguais, o truque está em saber identificá-los e investir nos que são melhores para o organismo.

Quando começamos uma dieta, a primeira coisa em que pensamos é que está na altura de cortar nos hidratos de carbono. Isto acontece porque eles “são a principal fonte de energia para as atividades diárias do nosso organismo”, explica Marta Mourão, nutricionista do Holmes Place. Neste caso, energia também significa calorias e “cada grama de hidratos fornece quatro calorias”. Por isso, existe uma ideia de que cortar no seu consumo ajuda a emagrecer. Mas não é bem assim.

A explicação é simples: todo os seres humanos, incluindo os que estão de dieta, precisam de energia. Além disso, nem todos os hidratos de carbono são iguais.

É importante diferenciar os hidratos de carbono simples dos complexos. Os primeiros, também conhecidos como açúcares simples, devem ser ingeridos com moderação, não ultrapassando os dez a 15 por cento do total de hidratos ingeridos diariamente. Isto acontece porque “estes hidratos simples são absorvidos muito rapidamente pelo nosso organismo e, por isso, não precisam de sofrer degradação prévia e não são grandes promotores da saciedade”.

Segundo Mafalda Cunha, dentro destes hidratos de carbono, os doces e os refrigerantes são as piores opções porque o seu consumo excessivo pode contribuir para um ganho de peso e aumento do risco de desenvolvimento de doenças, como a diabetes e doenças coronárias.

Idealmente os hidratos de carbono contribuem com, aproximadamente, 50 por cento do valor energético total diário

No entanto, neste grupo também existem boas fontes de hidratos de carbono. As frutas, por exemplo, além dos açúcares simples, são ricas em vitaminas, minerais, fibras e antioxidantes.

Por outro lado, existem os hidratos de carbono complexos, constituídos por várias unidades que necessitam de ser divididas noutras ainda mais pequenas para serem absorvidas pelo organismo. Por isso, são absorvidas de uma forma mais lenta. Isto quer dizer que ficamos muito mais saciados e há uma menor probabilidade destes hidratos se acumularem como forma de gordura corporal.

“O pão, o arroz, as massas alimentícias, as leguminosas e batatas, e alimentos nos quais devemos optar pela versão integral (no caso do pão, arroz e massas)” são alguns desses exemplos.

Mas atenção: isso não significa que uns são bons e outros são maus. “É tão necessário ingerir frutas como cereais e farináceos ao longo do dia. Temos é de saber tirar partido das vantagens que ambos apresentam e saber quando é que os podemos ingerir ao longo dia”, alerta.

Por isso mesmo, o consumo de hidratos de carbono deve começar logo pela manhã ao pequeno-almoço. Após longas horas de jejum durante a noite, o nosso corpo precisa de energia e, por isso, “utilizar os dois tipos de hidratos é vantajoso”. Ao longo dia, basta ir distribuindo os alimentos ao longo das refeições, sendo que à noite a produção de energia não é prioritária.

Mais: “O consumo de hidratos de carbono em exagero, que depois não vamos gastar, ficam armazenados e isso não é benéfico, sobretudo para quem quer emagrecer.”

De acordo com a nutricionista, o ideal é que os hidratos de carbono contribuam com, aproximadamente, 50 por cento do valor energético total diário. Além disso, deve privilegiar-se o o seu consumo antes da prática de atividade física para que os hidratos complexos predominem sobre os simples.

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