Treino

A dieta que previne doenças — e ajuda a perder peso

A regra é simples: privilegiar o consumo de alimentos alcalinos. A nutricionista Bárbara de Almeida Araújo traduz por miúdos.

A dieta alcalina ou do ph é muito falada, sobretudo, por diminuir o risco de cancro, mas também por prevenir a perda de massa óssea, ajudar a eliminar toxinas, diminuir o risco de pedras nos rins e retenção de líquidos. Outra suposta vantagem é favorecer a perda de peso. Nesta última parte, pode mesmo ajudar a perder dois quilos em sete dias.

A dieta alcalina, como o nome indica, defende que devemos privilegiar o consumo de alimentos alcalinos — 70 por cento de alimentos alcalinos e apenas 30 de alimentos ácidos —, sendo que esta ingestão irá ajudar a neutralizar os ácidos provenientes das reações químicas.

Um estudo publicado no “Journal of Enviromental Health“, explica que uma alimentação alcalina faz com que o ph da urina seja mais básico. Isto significa que pode ter benefícios para a saúde, nomeadamente, reduzindo a incidência de doenças crónicas.

O que é que se tem de fazer mesmo nesta dieta?

É simples: a dieta baseia-se no facto das escolhas dos alimentos que ingerimos poderem alterar o ph do sangue.

“Na teoria, é defendido que a ingestão de alimentos alcalinos é mais saudável, já que os alimentos ácidos podem deixar-nos mais suscetíveis a doenças. Prevenção de cancro, osteoporose ou problemas renais são alguns dos benefícios para a saúde apontados pela dieta”, diz Bárbara de Almeida Araújo, nutricionista e autora do blogue “Manias de Uma Dietista“.

Por isso, deve evitar consumir carne, ovos, lacticínios, grãos de cereais, adoçantes artificiais e álcool. Por outro lado, deve apostar em frutas, oleaginosas e vegetais, que são alimentos alcalinos. Já os amidos e gorduras boas são considerados alimentos neutros.

Mas aquilo que ingerimos altera mesmo o ph do sangue?

Segundo a especialista, o ph do nosso corpo varia entre 7,35 e 7,45. Basta um desequilíbrio para fazer com que as células deixem de funcionar corretamente. Por essa razão, o nosso corpo tem um mecanismo de hemóstase que regula o ph mantendo o equilíbrio ácido-base. Ou seja, o que comemos não influencia o ph sanguíneo, apesar de influenciar o ph da urina.

“Se comermos um bife é normal que passado algumas horas o ph da nossa urina seja ácido. Isto acontece porque é uma das formas que o nosso organismo tem para regular o ph do sangue”, acrescenta.

Contudo, e de acordo com a nutricionista, as bases desta dieta ainda não têm evidências científicas suficientes que comprovem a teoria.

“Por exemplo, é referido que a dieta alcalina pode prevenir o cancro porque a doença não se desenvolve em meio alcalino. Na verdade, os antioxidantes presentes nas frutas e vegetais têm um papel mais importante na prevenção desta patologia, não sendo propriamente devido ao ph ou alteração do mesmo pela alimentação, até porque se sabe que as células cancerígenas podem crescer em ambiente alcalino. O cancro desenvolve-se mais depressa em meio ácido mas não é esse meio que causa a doença. Ou seja, o cancro potencia essa acidificação.”

E pode mesmo ajudar a perder peso?

Independentemente dos alimentos influenciarem ou não o ph do sangue, esta dieta pode realmente trazer benefícios para a saúde. O simples facto de promover o consumo de frutas e vegetais já vai conduzir naturalmente a uma perda de peso e redução de volume.

Além disso, acabamos por eliminar edulcorantes, açúcar refinado, alimentos processados e cereais refinados da alimentação.

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