Treino

Gritar enquanto treina pode ajudá-lo a ficar ainda mais forte

Um estudo comprovou que quem berra durante o treino tem melhores resultados. E em competição, os gritos ajudam a distrair o adversário.

Gritar no ginásio pode ser encarado como má educação. Ninguém gosta de ouvir o colega do lado aos berros, mas esse incómodo pode ter uma justificação plausível: afinal, gritar enquanto levanta os halteres pode mesmo ajudar a fazê-lo de forma mais rápida e eficiente. E, logicamente, a treinar ainda melhor. A antiga tenista Martina Navratilova chegou mesmo a afirmar que os berros das oponentes eram uma espécie de batota, isto porque não conseguia ouvi-los a baterem na bola – o que atrasava o tempo de reação. Pelos vistos, a ciência concorda.

Um estudo publicado na revista científica PLOS One sugere que gritar dá aos atletas uma vantagem competitiva e ajuda-os a aplicar mais força durante os exercícios.

A investigação foi conduzida em duas partes. Na primeira, os cientistas pediram a 20 atletas de Artes Marciais Mistas (MMA em inglês) que dessem pontapés num saco com 45 quilos, tanto a gritar, como em silêncio. Verificou-se que os que fizeram mais barulho foram capazes de dar pontapés mais potentes, com uma diferença de 2,2 de Força G (24,2 para 22), ou seja, perto de 9%.

A segunda experiência permitiu ainda concluir que os gritos têm, de facto, um efeito distrativo. Os autores da investigação mostraram a 22 atletas vídeos de um lutador de artes marciais, a dar pontapés aos atletas, por vezes com gritos, outras vezes em silêncio. O objetivo era confirmar ou refutar se ter um oponente que faça barulho pode atuar como um elemento decisivo para os participantes.

Os resultados confirmaram o que já era previsível: em média, os participantes que viam os vídeos com gritos demoravam mais 61 milissegundos a reagir.

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