Ginásios e outdoor

Pastilhas de cafeína são a nova moda entre os atletas

Criam um pico de energia muito rápido e necessário em provas com distâncias longas. Os efeitos já foram comprovados cientificamente.

O mercado da nutrição está a expandir-se. Com o aumento do número de pessoas que praticam desporto (que se preocupam em tomar suplementos que potenciam a sua forma física e garantem a ingestão dos nutrientes necessários a uma boa performance e recuperação) é natural que este negócio não pare de crescer e que surjam cada vez mais produtos diferentes. Como as pastilhas de cafeína. Alguma vez ouviu falar delas?

Esta é, de acordo com o jornal americano “The Washington Post” uma das novas modas no mundo do desporto. Tina Muir é uma maratonistas de elite americana. Naturalmente, procura sempre sair da sua zona de conforto, superar-se e fazer melhores tempos. Relata a mesma publicação que ela é, precisamente, uma das atletas adepta das pastilhas de cafeína.

O que é que difere este produto de outros semelhantes que já existiam no mercado? Como não tem de passar pelo sistema digestivo, por serem compostas de gel ou capsulas (que por cá já existem), as pastilhas de cafeína criam um pico de energia muito mais rápido.

“Experimentei gel de cafeína antes e gostei, mas demora dez minutos a fazer efeito, em alturas em que estamos cansados e precisamos de energia imediata nos últimos quilómetros da corrida”, conta a atleta, que relata que, no caso da pastilha de cafeína, esta tem um efeito imediato: “Reparei numa diferença imediata e significativa com a pastilha.”

Kristina LaRue é uma dietista especializada em nutrição desportiva. Ao “The Washington Post” diz que “a cafeína é “um potenciador de desempenho bem estudado”, que torna o peso das provas “mais fácil” e que ajuda a melhorar aspetos como “foco e clareza”.

Estudos demonstraram que é fácil os atletas ganharem resistência a esta pastilha

“O efeito é semelhante ao do gel, mas é absorvido mais rapidamente e não é necessária uma dose tão grande”, diz Carl Paton, um professor da New Zealand’s Eastern Institute of Technolgy, que já conduziu três estudos focados no impacto deste produto na performance desportiva.

“A cafeína tem o beneficio de reduzir a percepção de fadiga, portanto é possível potenciar a corrida com ela no organismo”, explica.

Matt Ingram tem 52 anos, corre e também já aderiu às pastilhas, admitindo, no entanto, que “nunca foi uma pessoa de suplementos”. Ainda assim, confessa que esta pastilha “torna os primeiros passos [das corridas] mais fáceis.”

Apesar de todos os benefícios, especialistas dizem que os atletas não devem depender unicamente destas pastilhas: “Numa prova grande de resistência, não se sobrevive só com pastilhas. Também são necessários hidratos de carbono”, acrescenta Paton.

Outro aspeto a ter em conta está relacionado com a resistência: estudos demonstraram que é fácil os atletas ganharem resistência a esta pastilha, sendo que, depois, precisam de quantidades maiores para conseguirem o mesmo efeito.

A atleta Muir termina a entrevista ao “The Washington Post” apontando o único defeito que detetou nestas pastilha: “É fácil entrar em pânico quando estamos a tentar mastigar e respirar, ao mesmo tempo, enquanto corremos. Mas consegui pô-la para um dos lados da boca, recuperar o folgo e depois votar a mastigá-la.”

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